Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Livro: Paraísos artificiais - Charles Baudelaire


A razão deste meu texto tem a ver com o que eu descobri por acaso a partir deste livro.

Nos meados do séc. XIX Charles Baudelaire escreveu " Paraísos artificiais".

Não se trata de poesia, como seria de esperar de um poeta. Neste ensaio Baudelaire aborda os efeitos da utilização do ópio, da cannabis e do álcool.

De inicio é evidente a apologia da utilização medicinal, social e espiritual destas substâncias. Na parte final surge o desencanto e conclui que a subjugação da criatividade à dependência torna a mente vazia de conteúdo.

Inspirado em Thomas Quincy, que foi uma das referencias de Baudelaire, o compositor português do inicio do séc XX, Luis de Freitas Branco compôs em 1910 o poema sinfónico "Paraísos artificiais".


Possivelmente o autor estaria a navegar nas ondas do primeiro estagio da ligação a uma das substâncias. Achei absolutamente fantástico.

Esta sinfonia devia ser devidamente divulgada. Para mim foi surpreendente. Tal como para a grande maioria dos portugueses a sua música era-me desconhecida.

Aproveito para fazer uma outra recomendação, oiçam o aluno mais brilhante de Luis de Freitas Branco. É considerado um dos maiores compositores do mundo no séc XX, dá pelo nome de Joly Braga Santos.
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