Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

sábado, 26 de novembro de 2011

O rei da Ericeira

D. Sebastião desapareceu no Norte de África em 1578 durante a batalha de Alcácer Quibir, naquela que foi a maior derrota militar da história de Portugal. 

O cardeal D.Henrique reinou apenas dois anos, de 4 Agosto 1578 a 31 Janeiro 1580.
Seguiu-se um período muito conturbado na sucessão por não haver descendência directa para o trono. 

É nessa altura que, por ser neto de D. Manuel I, se estabelece D.Filipe II de Habsburgo como rei. Filipe I de Portugal foi primeiro da dinastia filipina que dominou o país até à restauração de 1640.


Surge na Ericeira, identificado por alguns locais como D. Sebastião, devido a parecenças físicas notáveis, um jovem ermita da capela de S. Julião, Mateus Álvares que vestiu a pele do monarca desaparecido. 

Apoiado por Pero Afonso - um homem rico de Rio de Mouro - organizou a sua corte, com direito a rainha coroada e títulos nobiliárquicos. Ali resistiu ao governo de Lisboa e chegou a ter às suas ordens um pequeno exército de cerca de 800 homens, oriundos das terras do Oeste entre Torres Vedras e Sintra.

Assustados com as proporções que o caso assumia, as forças leais a Filipe I acabaram por esmagar militarmente o pequeno e "rústico" exército do Rei da Ericeira, punindo severamente os revoltosos e os seus líderes.

Em 1585 D. Mateus Álvares foi detido na Vila de Colares, no sopé da Serra de Sintra. Acabou executado e desmembrado na cidade de Lisboa, tendo defendido até è morte o sebástico acto de que foi principal protagonista. 

Afirmou que jamais havia querido enganar os portugueses, mas tão só libertá-los da dominação estrangeira, assumindo-se depois como impostor.

De uma forma ou de outra a Historia de Portugal repete-se:

D. Sebastião jamais regressou e até hoje somos governados por impostores.

domingo, 20 de novembro de 2011

Tal pai, tal filho!

Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.

Nada disto é novidade.

Em Portugal esta modalidade praticada com muita normalidade dado que a tradição é mantida à muitas gerações.

O que mais me tem surpreendido nos últimos tempos é que os pais não querem desempenhos menos capazes nos seus filhos. Estão a dar formação aos seus petizes para que estes não os envergonhem.

Vejamos alguns casos:

Duarte Lima......Pedro Lima
José Penedos.....Paulo Penedos
Valentim Loureiro....João Loureiro

Pela pequena amostra se verifica que já existe um trabalho de preparação dos filhos para darem sequência ás exemplares carreiras dos pais.

Agrada-me verificar que a competência dos filhos é factor importante para continuacao das actividades de engrandecimento dos patrimónios, iniciadas pelos seus pais.

Estamos, não perante oportunistas da pior espécie, mas sim na presença de pessoas que revelam grande sentido de oportunidade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O sermão do bom ladrão


"Levaram os reis consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas acção tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
 
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."

O Sermão do Bom Ladrão, foi escrito em 1655, pelo Padre Antônio Vieira.
 
Proferiu este sermão na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante D. João IV e sua corte. Lá também estavam os maiores dignitários do reino, juízes, ministros e conselheiros.

Neste discurso corajoso perante a classe dirigente do seu tempo, o Padre António Vieira denunciou gestões fraudulentas e enriquecimentos ilícitos.

Dado o incomodo que suas posições causavam junto dos poderosos da época, havia sido enviado pela Companhia de Jesus para o distante Estado do Maranhão como missionário.

Cerca de 350 anos depois verificamos que o discurso se mantém actual.

Mas lembremo-nos sempre que ele ficou para a História.
 
Quanto aos seus detractores...quem os lembra?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A origem da decadência está no nascimento


John Law foi um economista escocês nascido em 1671.

É conhecido como o fundador do sistema bancário.

Após ter fugido de Inglaterra, onde estivera preso por homicídio, viveu na Holanda e mais tarde mudou-se para França.

Em França a situação financeira era marcada por insuficiência de moeda e excessivas desvalorizações. Logo, Law percebeu que os seus conhecimentos de economia e finanças ali serviriam para crescer.

Propôs a criação de um banco estatal centralizador que detivesse o monopólio de todas as actividades financeiras."Não existe país forte sem banco forte", afirmava Law.

Em 1717, fundou uma companhia no estado americano do Louisiana, então colónia francesa, que detería o monopólio do comércio no rio Mississipi.

No mesmo ano, o banco foi nacionalizado sob o nome de Banque Royale, John Law foi nomeado presidente. Por esta altura começou a especular financeiramente para cobrir rombos causados pela companhia fraudulenta do Louisiana.

Nesta mesma época foi ordenada a impressão de papel-moeda em montante equivalente a três vezes a dívida pública, o que fez disparar a inflação em França.

Devido à crise que resultou da especulação, Law foi demitido no mesmo ano da liderança do banco Royale. Teve de fugir de França e foi para Veneza. 


Morreu de pneumonia em 1729, totalmente desacreditado.

Esta crise ficou conhecida como o Esquema do Mississipi. É-lhe atribuída grande importância no desencadear posterior da Revolução Francesa. A palavra "banque" não foi utilizada em França, durante muitos anos utilizava-se o termo "crédit".

Thomas Jefferson (1743-1826) profetizou de forma notável:

“Se o povo americano alguma vez permitir aos bancos que controlem a emissão do dinheiro, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e corporações que crescerão em torno deles privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem lar no continente que os seus pais conquistaram”.

Esta advertência aplicava-se também a todos os outros povos do mundo.

Por aqui verificamos que o liberalismo desenfreado não é de hoje e as consequências já são conhecidas e mantêm-se actuais...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Alan versus Javi Garcia

A desproposito da polémica troca de mimos entre Alan e Javi Garcia.

O jogador do Braga é queixinhas, inconsequente, impreciso e até mentiroso.

Vejamos:

Queixinhas, porque não tem nada que vir para a praça publica revelar segredos profissionais.

Inconsequente, porque nunca conseguirá provar que foi verdade aquilo que relata.

Impreciso, porque o Javi Garcia por ser espanhol nunca poderia ter-lhe chamado "preto", quanto muito ter-lhe-ia dito "prieto".

Mentiroso, porque a ser verdade o dito, nunca poderia ser com intenção ofensiva dado que a cor da derme do habilidoso extremo é realmente negra.

Para se tornar ofensivo, Javi Garcia teria de lançar-lhe um impropério tipo: "seu branco do c..."

Não consigo entender como alguém se sente ofendido por ser designado pelo tom de pele que possui.

Eu, por exemplo, nunca me irritei por me chamarem branco.

Será que o Alan acha que é moreno?

domingo, 6 de novembro de 2011

Grécia, do berço ao túmulo.

Foi lá que nasceram os valores que hoje assumimos como património do Ocidente: a democracia, a cidadania, a política, o direito, etc.

É lá que se inicia a derrocada da civilização Ocidental tal como a conhecemos.

E isto acontece exactamente porque o poder financeiro se sobrepôs aos valores que os antigos gregos nos legaram.

Por outro lado uma inexorável realidade: este liberalismo libertino morreu.

A Europa renascerá.

O novo ciclo vai iniciar-se e nós renasceremos também.