Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 11 de dezembro de 2011

O principio do fim da União Europeia

Vou começar por explicar o motivo deste titulo.

A União Europeia, para ser viável, tem de partir de um principio de equilibrio de forças. Ora se a Inglaterra está com um pé dentro e outro fora, esse equilibrio está comprometido.

A "Tríplice Entente" foi uma aliança militar celebrada entre o Império britânico, a França e a Rússia; para fazer face à "Tríplice Aliança" da Alemanha, Itália e o Império Austro-húngaro.

Este acordo tripartido assinado em inícios do séc. XX visava o equilíbrio de forças na Europa, uma vez que desde 1890 Guilherme II da Alemanha, liderava uma política agressiva de expansão territorial e económica (o pangermanismo) que em muito ameaçava os interesses dos estados signatários.

A busca de novos territórios e a ânsia de domínio económico, leva a Alemanha para a primeira Grande Guerra. O Reino Unido lidera os aliados. Sabemos o desfecho com 10 milhões de mortos.

Anos mais tarde, de novo o Reino Unido agrupa os aliados contra as potências do Eixo Central, comandados pela Alemanha de Hitler. Também sabemos como terminou a Segunda Guerra mundial com 70 milhões de mortos.

Passaram 65 anos, o protagonista alemão mantém-se. O domínio económico da Europa está garantido, falta-lhe o domínio político. A reformulação dos tratados europeus podem constituir o primeiro passo para o controlo total de Berlim sobre os seus súbditos europeus.

Aquilo que nunca conseguiram pelas armas, virão a conquistar pela via financeira.

O grande problema actual é que o bombeiro de serviço europeu, o Reino Unido, já não está para aí virado. Resolveram abandonar o barco.

É pena, porque Londres faz mais falta dentro da Europa do que fora. Por um único motivo: nunca será um aliado da Alemanha.

Ao contrário da França por exemplo, a Inglaterra em momentos cruciais nunca se associará à Alemanha. Seria muito importante que dentro da União Europeia se ouvisse uma voz contestatária de peso.

Embora os interesses da Inglaterra não sejam propriamente os nossos, serviriam sempre para equilibrar a balança política da Europa.

Penso que por este motivo e pelo facto de não haver, nesta altura, qualquer ameaça a leste, a União Europeia nunca será credível. Mais tarde ou mais cedo acabará, esperemos que a bem desta vez...
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