Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Livro: Na margem do Rio Piedra sentei e chorei - Paulo Coelho


Paulo Coelho foi um autor que me despertou curiosidade por haver sempre em exposição em qualquer livraria. Muito prolífico, muitos títulos apelativos e capas comerciais. Nunca tive oportunidade de ler.

Resolvi, finalmente comprar e tentar ler.

Disse bem: tentar, porque tentei por duas vezes lê-lo até o fim e não consegui.

A linguagem é simples e directa, mas plena de lugares comuns e construções mecânicas. O leitor pouco intervém no romance repleto de imagens e raciocínios pre-concebidos e fechados.

A narradora é enfadonha, analítica e profundamente dogmática.

Um romance cheio de parábolas pouco conseguidas, próprias para colocar em notas de rodapé.

Não recomendo. Por mim Paulo Coelho está descartado da minha biblioteca.

Não quero ser injusto, mas trata-se de um escritor demasiado estereotipado.

Livro: Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez

Marquez coloca-nos perante a transitoriedade da humanidade e a eternidade da Natureza, numa escrita sublime e fantástica.

Para mim o personagem fulcral é o tempo. É o tempo que transporta o romance e o leitor para um universo fantástico mas real. Damos por nós a tomarmos consciência da nossa própria insignificância porque o ciclo da vida é eterno mas sem retorno, Macondo é o planeta Terra.


O humor é negro e quase trágico, num romance intemporal e absolutamente genial.

Muito modestamente faço a minha vénia ao génio de Gabriel Garcia Marquez, de tudo o que li até hoje: o melhor livro de todos.

Uma obra que não pode ser descrita, apenas lida.

É obrigatório ler este monumento literário.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Livro: The great Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Acabei de lêr esta obra escrita em 1925 por Francis Scott Fitzgerald.

Não tenho qualquer pretensão ou a mínima formação para ser critico literário mas posso assegurar-vos que vale a pena desfolhar estas páginas.

Não vos quero contar o romance. Só lendo, cada um de vós pode tirar conclusões acerca de uma história simples com uma narrativa rica e complexa.

Fitzgerald projecta na vivência de um Verão a imagem que tem do glamour das classes abastadas da América dos anos vinte. As pessoas vivem os anos do pós guerra com a superficilidade que a vida mundana provoca.

O retrato psicológico de cada personagem é cru, real, o leitor sente que conhece algumas daquelas pessoas. Embora representem personagens colectivas daquela época, não deixam de ter a sua própria densidade de carácter ou falta dele.

A solidão disfarçada das multidões em festa persegue o narrador e arrasta-nos com ele.

Embora se trate de um romance datado e bem situado no tempo, não deixa de ser intemporal porque nos faz reflectir sobre a nossa existência e a marca que deixamos àqueles que nos rodeiam.

O mundo da aparência corrói-nos, a decepção do narrador é a nossa própria decepção e então um dia, concluímos  que o melhor é retirar-mo-nos para longe da frivolidade, para o interior na pacatez de nós próprios, porque essa sim é verdadeira.

Leia este grande livro e tire as suas próprias conclusões.

sábado, 15 de setembro de 2012

A solução final...

O termo foi criado por Adolfo Eichmann oficial alemão capturado, julgado e executado por Israel. A Solução Final é considerada um dos aspectos mais hediondos do Holocausto resultado do pensamento nazi de que os judeus eram um problema na sociedade européia e por isto deveriam ser eliminados. Cerca de 6 milhões de judeus morreram nessa época.

A Solução Final que preconizo não é esta. Questiono-me por vezes, se não é algo assim que os dirigentes actuais pretendem? Não precisamos eliminar os pobres desta forma. Ingenuamente acredito que existe uma solução boa tanto para nós como para a Europa.




"Ao Estado cabe a missão de atacar a capitalização estéril por meio de uma ofensiva fiscal, sendo seu dever apoiar o capital criador e proteger e fomentar os investimentos de capital que produzam emprego" John Keynes. 

O tempo que hoje vivemos exige dos nossos dirigentes soluções de coragem para enfrentar os interesses instalados pelos grandes grupos económicos detentores de capital imobilizado e improdutivo.

Já nos anos trinta, nos Estados Unidos foi necessária a coragem do presidente 
Roosevelt para implementar o New Deal. Afrontou os fortes, redistribuiu a riqueza e recuperou os EUA para que na década seguinte se tornasse a maior potência económica do mundo.

Actualmente o Estado português não pode ter o mesmo papel de investidor activo como nesses tempos, no entanto pode e deve ser muito interventivo na promoção do investimento para produção de bens transaccionáveis e na protecção do emprego.

A minha Solução Final nada tem a ver com morte e desgraça. É a receita de paz, bem estar social, redução da pobreza, redistribuição da riqueza de uma forma sustentada e duradoura.

As medidas que provocam contracção da procura levam a uma crise de superprodução, logo fazem disparar o desemprego. É um ciclo vicioso negativo inevitável, tal como aconteceu nos anos da Grande Depressão dos anos trinta.

Se o Estado onerar fiscalmente o capital imobilizado acima de 1M de Euros, este tenderá a tornar-se produtivo. Para evitar a fuga de capitais deverá agravar-se fortemente a tributação à saída. O levantamento de qualquer tributação pela entrada de capitais desde que comprovadamente utilizados na criação ou manutenção de emprego, incentivaria o repatriamento de capitais entretanto parqueados em paraísos fiscais.

A desoneração do capital reinvestido em empresas que produzam bens transacionáveis e na criação de emprego, possibilitaria poupança de subsídios, resultando em redução de despesa publica.

O aumento de consumo por via do aumento de emprego possibilitaria ás empresas melhorias nos resultados, logo melhoraria a colecta fiscal. Claro que o controlo inflacionário tería de ser rigoroso ou os ganhos de produtividade rapidamente se esvairiam na especulação.

O capital não reinvestido seria moderadamente tributado em sede de IRC até 1M euros. A partir deste montante agravar-se-ia radicalmente a carga fiscal.

Para uma melhor distribuição da riqueza, por forma a dinamizar o consumo, deverá o Estado tributar o Património imobiliário acima de 1M Euros. Neste caso não se coloca o perigo da fuga do património. Para não se tornar iniqua esta medida não poderia ser permanente, manter-se-ia apenas pelo período necessario à recuperação das contas publicas.

A captação de investimento actualmente nem precisa de ser externa. Durante os próximos anos basta-nos estimular o reinvestimento interno.

Este plano deverá ser acompanhado por forte encorajamento ao consumo de bens nacionais. O IVA pode ser um excelente instrumento para discriminação do consumo a este nível. Os produtos com maior incorporação de podução nacional teriam uma taxa de IVA menor.

Se criamos emprego, criamos consumo, se criamos consumo asseguramos emprego...é um ciclo vicioso positivo. 

Os caminhos que indiquei são do lado da receita. 

Do lado da despesa é apenas necessária alguma coragem. Eliminando muitas fundações, direcções gerais, institutos publicos e outros serviços desnecessários que são sorvedouros de dinheiros publicos.

No caso das PPP o Estado pode sempre alegar o interesse publico para as renegociar. Não tem de ter medo da imagem externa porque nós não vamos deixar de pagar, vamos é fazê-lo de outra forma, pois que a usura tem limites de decência que foram em muito ultrapassados.

Ao baixar os custos o Estado precisará de uma menor receita, logo reduzirá a carga fiscal.

Estou convicto que com a simplicidade destas receitas que nada têm de novo iriamos finalmente resolver os nossos problemas estruturais.

A Solução Final: Reduzir os pobres, alargar a classe média e aumentar a riqueza sem opulência.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

17 gramas


- Rui, é maligno!


Uma névoa perpassou o ar quente daquela manhã de Junho. O calor tornou-se denso e opressivo, quase solido. Custava-me respirar. Por fim reajo.

- Diz-me o que temos de fazer a seguir. Não podemos perder tempo, vou já ter contigo.

Desmarquei a reunião que ia ter e segui para casa...

Durante a viagem de meia hora, na minha cabeça rodavam em espiral projecções de futuro, todas sombrias, sempre negativas. Se as coisas corressem mal, como iria acabar de criar os nossos três filhos? Como iriam conviver com ausência da mãe? Porque tinha de ser connosco que o destino negro se comprazia, como sempre? Quem queria vingar todos os males do mundo em nós? Como culpar alguém?

Quando cheguei abracei-a convicto que aquela meia hora tinha encerrado todo o meu desapontamento. Não havia tempo para mais queixumes. Ela sempre foi uma vencedora não ia ser um bicho mesquinho destes que havia de a derrotar.

Li o diagnostico três vezes, fui à net verificar a nomenclatura.

Carcinoma Intraductal com padrão cribriforme. Tem solução, se não se tornou invasivo o prognóstico é muito bom. Como tem apenas 3mm a sua retirada pode ser definitivamente eficaz.

Não há tempo a perder, ficou agendada para a semana seguinte uma ressonância magnética para confirmar se o cancro não tinha alastrado.

Mais tarde a Rita contou-me o pavor que sentiu durante a ressonância magnética, disse-me que foi o que mais lhe custou neste processo, pela sensação de solidão e claustrofobia.

O esforço foi compensado com a validação do diagnóstico inicial. A operação ficou marcada para a semana seguinte.

Durante este percurso nunca houve espaço para cepticismos ou choros de auto comisseração. As nossas conversas abordavam o tema de uma forma pragmática, como se de uma tarefa se tratasse...e era isso.

Ao longo do processo a Rita apenas chorou no dia do diagnóstico e nos dois dias após a operação quando verificou a cicatriz que tinha no peito direito e soube que haviam retirado 17 gramas de tecido.

Claro que em silêncio deve ter-se questionado da sorte muitas vezes, em casa connosco sempre se mostrou animada. As crianças apenas souberam o que se passava na véspera da operação, não havia necessidade de as preocupar com antecedência.

Finalmente soubemos que tudo tinha corrido pelo melhor. Desde o diagnóstico inicial até à operação haviam decorrido 4 semanas. A equipa médica foi de um profissionalismo inexcedível.

O nódulo havia sido detectado pela médica de imagiologia no exame anual de rotina. Quase por acaso detectou uma mancha com 3mm. Esta circunstância fez toda a diferença no desfecho da historia, alguns meses mais e este carcinoma poderia tornar-se invansivo.

Irá agora seguir-se um tratamento de quimioterapia para garantir a erradicação das células cancerígenas.

Conto-vos este episódio da nossa vida para que se mantenham alerta para este tipo de problemas. O tempo é o factor fundamental. Nunca percam tempo no real sentido do termo e não percam tempo com coisas que não sejam realmente importantes.

sábado, 28 de abril de 2012

Boccia

Só por via televisiva havia tomado contacto com este desporto adaptado a pessoas com deficiência. Trata-se de uma modalidade paralimpica em que Portugal é uma das grandes potências mundiais.

O meu filho Tiago tem uma deficiência cognitiva que através dos anos tem vindo a tentar esbater. Uma das actividades que mais tem potenciado as suas competências é o Desporto Escolar. Foram os professores da Escola Secundaria de Santa Catarina, em Caldas da Rainha, que o iniciaram na Boccia. A avó foi o suporte emocional da altura. Em boa hora o fizeram.

O Tiaguinho foi escolhido para capitanear a equipa da escola num encontro interescolas de Boccia.

Ficamos a assistir numa bancada quase vazia. Estes eventos não têm a visibilidade mediática de outros. 

Connosco estava a nossa amiga Salomé e as suas 2 filhas, a Carlota e a Constança que nos seus 4 anos quis saber as regras do jogo. As crianças não se preocuparam nada com as diferenças que viam nos outros meninos, foram encantadoras.

No pavilhão assisti a momentos muito bonitos. A calma reinava, ninguém diria que ali competiam cerca de 1 centena de pessoas, entre adultos e crianças, em simultâneo realizava-se o campeonato nacional absoluto. Realço o facto de imperar o respeito e a ordem, embora estivessem em competição, não assisti a qualquer perturbação que não fosse de celebração.

O tempo parecia-me mais extenso. Por cada jogada arrastava-se a decisão, ponderava-se a próxima. Não havia a mínima pressão sobre o jogador, ninguém parecia importar-se com o tempo e no entanto, todos os horários foram cumpridos.

Temos tanto a aprender com aqueles que têm de viver com muito menos oportunidades. São eles que aproveitam de forma óptima o pouco e transformam em muito.

Podem imaginar o orgulho que eu, a Rita e os irmãos (André e o Nuno), sentimos quando assistimos à cerimonia de entrega de prémios. A equipa do Tiago tinha conquistado o terceiro lugar e era ele o capitão que levantou a taça.

É num momento destes que atingimos o sentido real da expressão de Fernando Pessoa "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena..."

Mais uma vez, foi o Tiago a surpreender-nos e dar-nos uma lição de perseverança e persistência com a maior simplicidade.

A minha palavra de admiração e gratidão para aqueles que a troco de nada se envolvem organizando e se entregam educando. Pelo meu filho tivemos oportunidade de lhes agradecer pessoalmente, pelas outras crianças a minha homenagem por esta via.

Agora tenho quase a certeza que o meu filho um dia será autónomo, ele provou hoje que vai ser capaz.

Um muito obrigado a todos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quociente de Amor (Q.A.)

Amor, QA e g são conceitos distintos. O Amor é o termo usado no discurso comum para se referir à capacidade de Amar. Porém, é uma definição geralmente vista como muito imprecisa para ser útil em abordagens científicas sobre o assunto.

O quociente de Amor (QA) é um índice calculado a partir da pontuação obtida em testes nos quais os especialistas incluem as critérios que julgam descrever os vários níveis de intensidade do Amor. É uma quantidade multidimensional - uma amálgama de diferentes tipos de critérios sendo que a proporção de cada uma delas muda de acordo com o teste aplicado.

A dimensionalidade das pontuações de QA pode ser estudada pela análise factorial, que revela um factor dominante único no qual se baseiam as pontuações em todos os possíveis testes de QA. A esse factor, que é uma construção hipotética, chama-se g ou capacidade de amar geral.

É através desta definição que de uma vez por todas determinamos o que é a essência do Amor. Para conseguirmos obter um valor correcto de QA é necessário responder a um pequeno questionário cientifico.

Depois de seleccionar a sua opção não a pode alterar (pense bem antes de responder).
Tem 50 minutos para realizar este teste composto por 2 questões.

1. Qual dos cinco é menos similar aos outros quatro?

Urso

Cobra

Vaca

Cão

Tigre



2. Se recompusesse as letras "LOCEHO", teria o nome de um:

Oceano

País

Província

Cidade

Animal


A classificação, originalmente proposta é a seguinte:

QA acima de 127: Overdose amorosa
121 - 127: Amor a rodos
111 - 120: Amor acima da média
91 - 110: Amor médio
81 - 90: Amor ligeiro
66 - 80: Amor no limite mínimo
51 - 65: Sem Amor
36 - 50: Apenas companhia
20 - 35: Nem conhece
QA abaixo de 20: odeia

Casais com indice superior a 127 podem começar a vender para fora, porque têm excesso de Amor...

Faça sempre este teste antes de tomar decisões percipitadas na sua vida.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Psicopatas x Sociopatas

Vivem entre nós e estão muito próximos e quase nunca os identificamos. Raramente se tornam assassinos, mas são eles que muitas vezes nos prejudicam. É só estarmos atentos.

Existem infinitas dúvidas referentes às diferenças entre o termo "psicopatia" e "sociopatia". O facto é que, actualmente, ambos os termos se referem ao indivíduo com transtorno de personalidade antissocial.


Para alguns especialistas, como Robert Hare, a diferença entre a psicopatia e a sociopatia consiste basicamente na origem do transtorno.

Muitos sociólogos, especialistas de crimes e psicólogos acreditam que o distúrbio antisocial, quando originado a partir do próprio meio social, por exemplo, aquele indivíduo que "aprendeu" a assumir atitudes antissociais no próprio meio em que vivia para ganhar vantagem perante os demais, designa-se por Sociopata.

Já o Psicopata consiste na combinação de factores biológicos, genéticos e culturais. O indivíduo "nasce" psicopata, independentemente do ambiente socioeconomico em que viveu.

Psicopatas ou Sociopatas são sinónimos. São indivíduos antisociais que não seguem as leis e nem as regras ditadas pela sociedade e, através de seus actos, provocam danos à mesma:

Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos;
Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata;
Podem ter uma autoestima ou visão de si próprios elevada;
Frequentemente são autossuficientes e vaidosos;
Muitas vezes exibem um encanto superficial, são sedutores e conquistam facilmente as outras pessoas;
Frequentemente são bastante volúveis e inconstantes;
Não possuem empatia, tendem a ser insensíveis, cínicos e a desprezar os sentimentos e direitos alheios;
Têm dificuldade em manter relacionamentos, embora consigam estabelece-los facilmente;
Mentem frequentemente de forma tão realista que raramente outras pessoas descobrem ou desconfiam;
É comum a necessidade de terem autoridade;
São pessoas que necessitam estar sempre no comando ou poder, detestam serem comandados ou submissos;
Frequentemente possuem tendências sádicas;
Frequentemente são muito manipuladores, manipulam pessoas, ambientes e circunstâncias a seu favor;
Não têm sentimentos de culpa ou arrependimento;
Geralmente são frios, raramente demonstram algum tipo de afectividade e quando demonstram é meramente superficial;
Podem ser inconstantes, detestando a rotina e monotonia;
Enjoam fácilmente de tudo;
Não têm qualquer empatia: não entendem o que é estar no lugar do outro;
São excessivamente racionais e calculistas. Têm dificuldade em pensar emocionalmente;
Geralmente cépticos ou desconfiados em demasia, e por isso mais persuasivos;
Frequentemente irresponsáveis, tendem a culpar sempre nos outros, não se responsabilizam pelas próprias condutas, arranjam sempre algo ou alguém como culpado;
Têm uma necessidade permanente de estimulação, assim como sensibilidade ao tédio e um vazio existencial;
Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas;
São impulsivos em relação à agressividade, violência e impulsos sádicos;
Tendem a ser infieis e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros;
Podem possuir vida dupla: socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostrarem totalmente diferentes;
Costumam ser irritadiços e podem atacar impulsivamente num momento de raiva;
Quase sempre dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro;
Bastante críticos em relação a moralidade e ética. Para eles, "regras foram feitas para serem quebradas" e "os fins justificam os meios";
Possuem mudanças súbitas de temperamento;
Frequentemente dão-se bem em entrevistas de emprego, manipulam as pessoas e conquistam a confiança de todos facilmente no ambiente de trabalho;
Geralmente acham que estão certos e que seu estilo de vida é o mais adequado.
Não reagem com aversão a comportamentos condenados socialmente;
Quando colocados sobre pressão, como por exemplo, a morte de algum parente, reagem com frieza, como se não se importassem nem um pouco com a notícia;
Frieza emocional, sadismo, revelam grande capacidade de fingir, vontade de fazer mal às pessoas e ausência de remorsos;
Expressam pouco ou nenhum amor, afectividade ou carinho, nem mesmo por filhos, pais, parentes, cônjuge ou amantes.
Geralmente são pessoas com sorrisos fáceis, amáveis quando lhe convêm e absolutamente frias quando julgam necessário;
A frieza ao agir faz com que provavelmente não se arrependam dos erros que cometem, assim os indivíduos podem desenvolver gosto pela sensação de perigo.
Podem utilizar-se da sedução para conseguir o que querem dos outros;
As suas capacidades de se insinuarem costumam ser bastante convincentes. É comum que os outros não desconfiem estar na presença de um psicopata ou sociopata;
Acredita-se que o distúrbio que lhes estimula o comportamento sádico resulte de um desvio neurológico, capaz de os conduzir ao homicídio, nos casos mais graves.

Os psicopatas ou sociopatas e o poder

Pelo facto de gostarem da sensação de poder, serem muito persuasivos e não medirem esforços para atingir seus objectivos, ascendem muito rápido em suas profissões; por isso é comum que esses indivíduos ocupem importantes cargos nas organizações. Geralmente, gostam de estar em destaque e ajudar determinadas pessoas ou grupos econômicos, apenas por benefício próprio. Por outro lado, denigrem e aniquilam aqueles que tentam desmascará-los. Por não sentirem remorso, nem compaixão, os indivíduos com personalidade antissocial não se importam se seus actos irão prejudicar um individuo, determinado grupo de pessoas, ou até mesmo uma nação.

Código Penal

Do ponto de vista penal existe o dilema amplamente discutido sobre se uma personalidade doente é imputável, especialmente se é de origem psicótica. Mesmo que se trate de uma personalidade doente (exemplos: pessoas sádicas, violadoras, etc.) há tendência para atribuição uma punição, dado que, mesmo doente, a pessoa mantém consciência dos seus actos.

O direito penal usa como formas de classificar a capacidade mental do agente: entendimento por parte do agente se o acto que cometeu é ilegal e se mesmo sabendo que é ilegal, consegue autodeterminar-se ou seja, consegue evitar o acto.

Os psicopatas ou sociopatas conseguem entender que os seus actos são ilegais, no entanto não conseguem autodeterminar-se. É este facto que muitas vezes leva a Justiça a considerá-los ineputaveis mesmo perante crimes hediondos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Matar pela imortalidade



Erzsébet Báthory (7 de agosto de 1560 — 21 de agosto de 1614) foi uma condessa húngara da renomada família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Como consequência, Erzsébet ficou conhecida como "A condessa sangrenta". 

Os arquivos que documentam os seus crimes foram encerrados pelo estado húngaro durante cem anos, numa tentativa de apagar os vestigios para a posteridade, a ideia era que o sucedido caísse no esquecimento. A condessa viveu no Séc. XVII numa região que hoje faz parte da Eslováquia. Consta que terão morrido cerca 600 pessoas para satisfazer a sua ânsia de beleza e juventude. Ela acreditava que banhando-se no sangue das suas vitimas, se manteria para sempre jovem. Depois de condenada pela justiça do seu tempo, viveu os últimos 3 anos de vida num quarto sem janelas, mantendo-se apenas um postigo pelo qual era alimentada.

A busca da vida eterna sempre foi uma quimera para o ser humano. Se for uma obsessão pode tornar-se muito perigosa.

Ironicamente no caso desta senhora a busca da imortalidade resultou. Volvidos quase quatrocentos anos após a sua morte, aqui estamos a recordá-lá.

A maioria dos serial killers no fundo das suas mentes hediondas conseguiram um lugar na história. As pessoas comuns normalmente não conseguem tamanha notoriedade.

Veja-se o exemplo de Diogo Alves. Ficou na história, por ter sido o ultimo homem condenado à morte em Portugal. Ficou conhecido como o Assassino do Aqueduto das Águas Livres por ter executado cerca de 70 vitimas, a maioria delas atiradas do cimo do Aqueduto. Foi enforcado em 1841, tinha 31 anos.

Luísa de Jesus foi a última mulher executada em Portugal em 1772, em Coimbra. Foi executada aos 22 anos de idade por ter assassinado 33 bebés abandonados. Assumia a adopção de bebés (quase sempre com nome falso) apenas com o intuito de se apoderar do enxoval e embolsar os 600 réis que eram dados cada vez que ia buscar uma criança ao orfanato. A ré só confessou a autoria de 28 homicídios. Foi queimada em execução pública.

Theodore Gein, mais conhecido como Ed Gein (La Crosse, Wisconsin, 27 de Agosto de 1906 — Waupun, Wisconsin, 26 de Julho de 1984) foi suspeito de 7 homicídios (confessou 2 mortes). Os seus crimes ganharam notoriedade quando as autoridades descobriram que Gein exumava cadáveres de cemitérios locais e fazia troféus e lembranças com eles. Quem não se recorda do psicopata maníaco Jame "Bufallo Bill" Gumb do filme "O silencio dos inocentes"? A personagem é baseada na figura perfidamente perturbada de Ed Gein.

Pedro Alonso López (Santa Isabel, Tolima, 8 de outubro de 1948) é um assassino em série colombiano. É acusado de ter matado mais de 300 pessoas em três países. Lopez ficou conhecido como o "Monstro dos Andes" em 1980, quando mostrou à polícia os túmulos de 53 das suas vítimas, no Equador. Eram todas as meninas entre nove e doze anos de idade. Depois, em 1983, foi declarado culpado de assassinar 110 jovens no Equador e confessou ter efectuado mais de 240 assassinatos de raparigas dadas por desaparecidas nos vizinhos Peru e Colômbia. Foi libertado por ter cumprido a pena máxima, não se sabe do seu paradeiro.

"Na delegacia de Garanhuns, Jorge Negromonte e Isabel da Silveira, acusados de envolvimento na morte de pelo menos três pessoas, aparecem bastante descontrolados. O departamento de homicídio de Pernambuco também entrou no caso. Os três criminosos que passaram a ser conhecidos como os canibais de Garanhuns podem ser responsáveis por pelo menos mais cinco assassinatos." Transcrição de uma notícia num jornal brasileiro. 

Este casal com cumplicidade de uma jovem executava e cozinhava mulheres, fazendo empadas que vendiam pelas ruas da cidade inclusive na própria esquadra de policia brasileira.

Theodore John Kaczynski (Chicago, 22 de Maio de 1942), mais conhecido como Unabomber, é um matemático norte-americano, escritor e ativista político, condenado a prisão perpétua na sequência de uma série de atentados à bomba que vitimizaram 26 pessoas das quais 3 morreram.

Estes são apenas alguns exemplos de notoriedade pervertida da nossa humanidade.

Quantos milhares de milhões de seres normais povoaram o mundo e nada nos recorda a sua passagem? 

Quantos de nós após a morte permanecerão recordados pela história dos homens?

Paradoxalmente estes seres aberrantes conquistaram a imortalidade pela via amoral e psicótica. Um profundo desprezo pelos outros, tornou-os exemplares. Foi a subversão de valores que lhes deu notoriedade e não se pense que é de hoje, sempre houve, agora há é mais informação e sabemos de quase tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A morte de D. Inês de Castro

Nesta semana de Páscoa revisitei o Mosteiro de Alcobaça. Tantos anos após a primeira de muitas visitas, mantém-se a aura trágica e épica que rodeia os 2 túmulos ali colocados.

Agora a história é contada aos meus filhos. Espantados tal como eu ficara pela crueza dos actos, ficam em silêncio e respeitosamente assimilam o seu passado.

E recordo aqui uma tragédia que se tivesse ocorrido em território anglo saxonico, sería guião para uma super produção de Hollywood. Uma verdadeira tragédia romântica ao estilo de Romeu e Julieta de Shakespeare, com uma diferença fundamental: Aconteceu mesmo...em 7 de Janeiro de 1355.

"Inês Pires de Castro era filha bastarda de D. Pedro Fernandez de Castro, poderoso fidalgo castelhano, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro, senhores de grande poder político e senhorial. A jovem veio para Portugal em 1340, integrada no séquito da princesa D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel, respeitável opositor do então Rei de Castela, D. Afonso XI, aquando da celebração do casamento de D. Constança com D. Pedro, filho de D. Afonso IV, Rei de Portugal. O casamento, de conveniência, objectivava acalmar a exaltação dos monarcas, D. Afonso IV e D. Afonso XI, reis em permanente conflito, em estado de guerrilha mútua. D. Pedro, homem de natureza impetuosa e independente, apaixonou-se pela bela Inês, apelidada pelos poetas de "colo de garça". Ela passou a ser a alma gémea que o levou a desprezar as convenções cortesãs e a desafiar frontalmente tudo e todos.

Após a morte de D. Constança por ocasião do parto de seu filho D. Fernando, futuro sucessor de D. Pedro no trono de Portugal, o Infante assumiu, às claras, a ligação existente, indo mesmo viver com ela no Paço da Rainha, em Santa Clara, Coimbra. Nem a tentativa de D. Afonso IV em fazer abortar a ligação, exilando Inês de Castro no castelo de Albuquerque à vista de Ouguela na estremadura espanhola, dera resultado, tal como não colhera melhor sorte o exílio na Serra de El-Rei, Moledo, Canidelo (próximo de Gaia). A Corte que permanecia, frequentemente, na cidade do Mondego, não via com agrado as relações entre os dois amorosos. Considerava a ousadia uma afronta. Entendia-se que a ligação era indecorosa pelos problemas morais e religiosos que levantava, bem como do perigo que trazia para o reino em virtude da influência da família dos Castros, que se insinuava junto do Infante. As intrigas do Rei apressavam o monarca a agir. Desta forma, a teia à volta de Inês avolumava-se, apesar de ela viver, despreocupadamente, o seu idílio com Pedro nas bucólicas margens do Mondego. As peças do complicado xadrez iam-se ajustando para o desenlace final. D. Afonso IV compreendia as razões que o impeliam a tomar uma decisão, mas hesitava. Contudo, chegou a hora do veredicto.

Reuniu o seu Conselho em Montemor-o-Velho para analisar a atitude a tomar. Entre os conselheiros contavam-se Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho. A reunião constituiu, na prática, um julgamento, em que a acusada não esteve presente. El-Rei decidiu pela execução de Inês. E, na fria manhã de 7 de Janeiro de 1355, quando a neblina do rio ainda não se havia dissipado, os executores régios, aproveitando a ausência do Infante para as suas habituais caçadas, penetraram no paço e ali decapitaram D. Inês.

D. Pedro quando ascendeu ao trono, com a idade de 37 anos, passados dois sobre a trágica morte, pensou que chegara a hora do ajuste de contas. Reinava, então, em Castela, D. Pedro, "O Cruel". Tinha muitos inimigos, espalhava a violência e perseguia os seus opositores. Para conseguir capturá-los celebrou um tratado com D. Pedro de Portugal em que os dois monarcas se comprometeram a prender os exilados dos dois reinos e a sua entrega mútua na fronteira. Os portugueses visados eram os conselheiros de D. Afonso IV que influenciaram a decisão do rei. A troca de prisioneiros castelhanos e portugueses efectuou-se. Os castelhanos foram supliciados em Sevilha. Os portugueses foram executados em Santarém. A Pero Coelho, mandou-lhe tirar o coração pelo peito e a Álvaro Gonçalves pelas costas, já que D. Pedro "O Justiceiro", os considerou homens sem coração. Diogo Pacheco salvou-se, segundo a tradição, porque foi avisado por um mendigo a quem dava esmola, de que ia ser preso. Trocou a roupa com o pobre e escapou-se para Aragão e daí para França. A tradição popular deu-o, mais tarde, a viver no Piodão, Arganil.


Saciada a sede de vingança, D. Pedro ordenou a transladação do corpo de Inês desde a campa modesta em Coimbra, para um túmulo delicadamente lavrado que mandou colocar no Mosteiro de Alcobaça. O acontecimento teve honras de Estado. O caixão saído de Santa Clara, trazido por cavaleiros, foi acompanhado por fidalgos e muita população, clero e donzelas. Ao longo do trajecto o corpo de Inês caminhou por entre círios acesos. No mosteiro celebraram-se muitas missas e outras cerimónias e com grande solenidade o caixão foi depositado no monumento tumular.


Posteriormente, D. Pedro mandou executar outra arca tumular, semelhante em arte ao da sua amada, colocando-a ao lado e nela quis ficar sepultado. E, até aos dias de hoje, os dois repousam juntos. Procurando dignificar o nome da sua amada, D. Pedro, declarou, apresentando testemunhas (D. Gil, Bispo da Guarda, e Estevão Lobato, seu criado), que sete anos antes casara com ela em Bragança. A afirmação pública foi proferida em Cantanhede a 12 de Junho de 1360, quando se encontrava naquela povoação. Conta a lenda que decorridos 5 anos após a morte de Inês de Castro, o rei D. Pedro I declarou-a rainha de Portugal. Ordenou uma cerimonia de coroação em que esta foi coroada rainha e a corte teve de beijar-lhe a mão conforme obrigava o Protocolo Real."
Mário Nunes In "Nos Caminhos do Património II", 1995, ps. 126/128.

D. Inês de Castro foi uma dama que apesar da sua curta vida deixou uma grande marca na História de Portugal. O mito criado à volta da sua história estrutura-se em factos documentados e numa aura lendária gerada em relatos populares que permanecem no imaginário de um povo 700 anos depois.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Novas regras para melhorar o futebol

1. O Campo
Deve ser inclinado. Nenhuma equipa é prejudicada, porque mudam de campo ao intervalo. Assim descansam 45 minutos.

2. A bola
Deve haver uma bola para cada jogador, para evitar disputas.

3. Número de jogadores
14 para não se perder tempo com substituições.

4. Equipamento dos jogadores
Desenhado por estilistas nacionais com várias colecções sazonais.

5. Arbitro
Não é necessário, as equipas auto regulam-se.

6. Arbitros assistentes
Não são necessários, torna-se a organização mais barata.

7. Duração da partida
Muda aos 5, acaba aos 10. Aumenta as emoções do jogo.

8. Inicio e reinicio do jogo
Com bola ao ar, como no basket.

9. Bola em jogo e bola fora
Só pára o jogo quando saem todas.

10. A baliza
Sem postes para que as bolas não ressaltem.

11. Fora de jogo
A partir de 5 metros paga multa.

12. Faltas e condutas irregulares
Decide-se no momento entre todos e sem cartões.

13. Livre directo ou indirecto
Decide o lesado.

14. Pénalti
Não há. Acabam-se com as áreas.

15. Lançamento lateral
Não há. Bola que sai já não entra para não haver anti-jogo.

16. Pontapé de baliza
Não há. Bola que sai já não entra para não haver anti-jogo.

17. Pontapé de canto
Substitui os pontapés de baliza.