Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Israel na Austrália. Porque não?

"O objetivo da "Solução Final" era exclusivamente o de exterminar todos os judeus europeus. Assim, nos campos de extermínio, as SS e a polícia alemã assassinaram cerca de 2.700.000 judeus utilizando mecanismos de asfixia por gás venenoso ou por fuzilamento, 3.300.000 outros israelitas morreram devido às atrocidades cometidas contra eles pelos alemães e seus colaboradores, por fome, maus-tratos, espancamento, frio, doenças, experiências “médicas” e outras formas de crueldade inimagináveis. No total, seis milhões de judeus - homens, mulheres e crianças - foram mortos pelos nazis durante o Holocausto, aproximadamente 2/3 dos judeus que viviam na Europa antes da Segunda Guerra Mundial."

In A solução final, Holocaust Memorial Museum, Washington DC

Esta temática é muita vezes esquecida nos dias de hoje. Geralmente surge-nos como historia distante, tratada em filmes dos anos 50 e 60. Aconteceu à 67 anos e os seus efeitos perduram até hoje.

Uma das consequências da 2a Guerra Mundial foi a criação do Estado de Israel.


Em Maio de 1948 é declarada a independência do Estado de Israel. 

No dia seguinte os países muçulmanos vizinhos declararam guerra e um após outro os conflitos mantém-se até hoje.


A população de Israel é constituída por 7,5 milhões de habitantes dos quais cerca de 6 milhões são judeus.

A colocação do estado judaico naquela zona do mundo foi, quanto a mim, um erro monumental.

O erro surge após a primeira Grande Guerra, quando é atribuído ao Reino Unido a responsabilidade de ser a potência administrante da Palestina. Em 1922 o mandato era semelhante à "Declaração Balfour".

Esta declaração havia sido proferida pelo ministro de negócios estrangeiros britânico Arthur Balfour, que em 1917 afirmara: "O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…", a comunidade internacional acreditava ingenuamente que naquela zona seria constituído um estado em que judeus e muçulmanos conviveriam em paz.

Não está em causa o direito dos judeus se constituirem num Estado soberano e independente dado que o seu povo é uma nação com a sua própria identidade histórica, cultural e religiosa.

Na minha opinião o Estado de Israel deveria ter sido constituído na Austrália.

Para os australianos seria uma forma de ocupar e desenvolver as zonas interiores do deserto. É de recordar que a Austrália foi tendo ao longo do sec. XX campanhas de suporte e captação de imigração para povoamento do seu vasto e árido território, pelo que não se iria opor à ideia.

Para os judeus seria uma pátria em que poderiam viver em paz, sem a indesejável vizinhança.

Para a comunidade internacional seria menos uma dor de cabeça. Os muçulmanos deixariam de ter mais esta desculpa para escoar a sua agressividade. O inimigo sionista já não estaria ás suas portas.

Quando os diplomatas não têm visão os povos é que sofrem. Vejamos o que se passa no Médio Oriente...
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