Claridade fria que nos gela
Futuro opaco que não se vê
Se seremos nós que não outros
Vivendo tristes desde agora
Cerramos as portas por dentro
Fechamos em nós o medo.
O fogo dentro queima
Nós aqui nos quedamosPor fora o frio gela
Onde pára a beleza de tudo?
De sobra nos falta vida
Eterno eco do passado
Esperando viver um dia.
Frente fria que no vento sopra
Gelo no vidro
Bafo quente que vem do peito
Condensa vapor no vitral
E o liquido escorre em aguaCristalina e indiferente
Chove dentro e fora de nós.
(Pensando na próxima geração, a dos meus filhos...)

2 comentários:
Está muito bom, mesmo ao estilo de Fernando Pessoa...Parabéns Rui
Um abraço...
Obrigado, não aspiro a tão grande elevação, basta-me que alguém se reveja nestas notas.
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