Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 20 de julho de 2014

Ibéria: Federação de Estados Ibéricos

Desde o nascimento do condado Portucalense que a maior preocupação dos seus cidadãos foi a manutenção da independência face aos restantes reinos da Península Ibérica. Após a unificação do Reino de Espanha mantivemos sempre as costas voltadas aos nossos vizinhos.

Ao longo dos nossos novecentos anos de história apenas estivemos privados da nossa independência durante o período Filipino, sessenta anos durante os séc XVI  e XVII. Exibimos com orgulho o facto de sermos o mais antigo país europeu.


Mas questiono: E daí? Quais são as vantagens que actualmente advêm dessa independência? Que nível de desenvolvimento atingimos por estarmos orgulhosamente sós?

Não seria benéfica uma fusão de Estados Ibéricos?

Penso que só teríamos a ganhar  se reuníssemos toda a Ibéria numa federação de estados autónomos, a exemplo dos EUA. Conseguiríamos prenão servar a nossa identidade cultural, mas beneficiaríamos de um peso representativo muito mais evidente junto dos nossos parceiros europeus e no panorama mundial.


A Ibéria seria o quinto maior Estado da União europeia, com cerca de 59 milhões de habitantes. Constituiria a décima primeira economia do mundo, com um PIB de 1,6 MM de dólares.


Com uma federação de estados, seriam resolvidas as questões autonómicas que desde sempre tem imperado em Espanha, especialmente no País Basco e na Catalunha. Estando todos os estados em plano de igualdade sob a égide de uma unificação federal republicana, os impulsos autonómicos seriam apaziguados.


Esta união teria um projeção enorme junto dos países de língua lusa e castelhana. Imagine-se a junção destes estados numa organização cooperativa transcontinental que envolveria países em todos os continentes.



Pensemos nas economias de escala que obteríamos com esta fusão. A máquina do Estado seria unificada e duplamente controlada, as empresas obteriam um mercado interno alargado e os cidadãos de igual modo beneficiariam dessa maior dinâmica.

Os termos da federação teriam de ser devidamente estudados por forma a preservar a identidade sócio-cultural de cada estado. Claro de o regime da nova federação teria de ser republicano.

Embora possa haver aspectos negativos nesta união, os benefícios obtidos superam em muito os custos. Os problemas que ambos os países têm não irão desaparecer por um golpe de magia mas as possibilidades deles virem a ser amenizados duplicam.

A força da Península Ibérica e dos estados luso-hispânicos no mundo, seria decisiva no quadro económico e político internacional.

Já grandes figuras da intelectualidade ibérica defenderam a união dos povos da Península, destaco em Portugal o nome de Fernando Pessoa e em Espanha o filósofo Miguel Unamuno.

Para primeiro passo para esta realidade defendo que se deveriam organizar  referendos em ambos os países, no sentido de oscultar as vontades dos povos acerca desta proposta:

Concorda com a formação da IBÉRIA-Federação de Estados Ibéricos?