Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Portugueses. Como somos?

Adoramos utilizar termos como:
Talvez, mais ou menos, possivelmente, em principio...
Porquê parar num sinal amarelo se podemos passar um vermelho?
Dizemos mal de tudo.
Somos pessimistas por natureza.
Achamos que todos os outros nos são superiores.
Sobreavaliamos os outros.
Ridicularizamos os nossos costumes.
Preferíamos ser outros que não nós.
Não acreditamos nas nossas capacidades.
Temos dificuldade em reconhecer o mérito.
Invejamos o sucesso.
Privilegiamos relações e não os desempenhos.
Premiamos a incompetência.
Promovemos a cultura do favor.
Somos defensores do nepotismo.
Damo-nos bem com a fulanização.
Somos avessos à responsabilização.
Somos rápidos a apontar problemas.
Apontamos o dedo com facilidade.
Temos dificuldades nas soluções.
O planeamento é visto como perda de tempo.
O clientelismo é normal.
O amiguismo é promovido como algo natural.
As elites perpetuam-se no poder.
A oligarquia dos incapazes mantém-se e o desgoverno continua.
O povo em geral é mais capaz do que os seus dirigentes.
Ignoramos as sociedades secretas que nos governam.
Não queremos saber de politica.
Não sabemos de nada, mas temos opinião acerca de tudo.
Damo-nos mal com o rigor.
Somos ingenuamente corajosos.
Sempre disponiveis para ultrapassar pela direita.
Quando ganhamos somos os maiores.
De repente acreditamos que não há melhor no mundo.
Na derrota somos depressivos.
Nada há de pior no mundo.
Validamos com euforia classificações subjectivas.
Nas avaliações objectivas raramente ficamos bem notados, mas isso para nós é irrelevante.
Não existe o meio termo.
Ou é o oito, ou o oitenta.
A nossa grandeza histórica choca de frente com a nossa pequenez actual.
Na maior parte das vezes conformamos-nos.
Pontualmente embandeiramos em arco e nada nos segura.
Delinear uma estratégica é trágico, porque afinal acontecem tantas circunstâncias aleatórias que não vale a pena.
O melhor mesmo é desenrascar.
Resolver à pressa nunca falha, a não ser por vezes.
Para nós o ócio é complemento da acção.
Somos simpáticos e solicitos, muitas vezes subservientes.
Humildes, convencidos e por vezes arrogantes.
Apáticos e conformistas pelo nosso fado.
Somos tristes, melancólicos e saudosistas.
Quando bem orientados somos altamente eficazes e competitivos.
Somos flexiveis, temos grande capacidade de adaptação.
Somos bons a inovar.
Somos péssimos a aplicar as criações.
Para nós é licito tentar o ilicito desde que isso represente uma vantagem imediata.
Somos fiáveis e até certo ponto de confiança, por vezes.
Somos solidários e altruistas quanto baste.
A razão raramente vence as nossas emoções.
O Sol fez de nós morenos e amaciou-nos o raciocinio.
Com tudo isto e muito mais, somos assim: Portugueses.
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