O mar espalha o espelho na areia
O reflexo do Sol incendeia
A lonjura quente das dunas
Com os cactus espinhosos redondos
O vento pára em brisa
A lingua de terra na água
Une a ilha a nós
O azul transforma-se em verde
O verde esboroa-se em espuma
Porque algas em fio rebolam em ondas
Um albatroz em voo
Procura a presa em baixo
Não mergulha flutua embalado
Sente-se fluir o tempo
Devagar, mansinho, sereno
A paz que mora em nós
Liberta-se no ar
Levitamos acima da matéria
Levanta-se na ordem do espaço
Na sequência da lógica universal
Metafísica forma de estar
Não nos toca o mundo
Felizes distantes de tudo
Que importa o resto?
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