Na verdade os protagonistas são dois italianos Wolfgang Abel e Mario Furlan. Diziam-se os últimos nazis e que tinham como missão eliminar indivíduos que consideravam como sub-humanos: prostitutas, mendigos, toxicodependentes e homossexuais.O primeiro crime relatado ocorreu em 1977 quando queimaram vivo no seu carro, um cigano toxicodependente. A vítima sobreviveu apenas o suficiente para contar às autoridades que tinham sido 3 indivíduos a executar o crime. Nunca foi identificado o terceiro agressor.Em Pádua aconteceu o segundo crime, quando um empregado do casino foi morto com golpes de faca. Pouco tempo depois um homossexual é assassinado em Veneza com 34 golpes de arma branca.Uma prostituta de 51 anos é morta com golpes de machado em Vicenza. Também nessa altura aparecem mortos 2 padres com os crânios esmagados com golpes de martelo.No ano de 1981 em Verona foi queimado vivo um sem abrigo que viajava à boleia. Na cidade de Treton um sacerdote homossexual é morto à martelada, tendo sido pregado pelo crânio a uma cruz de madeira.Cinco pessoas morreram queimadas em Milão, quando os assassinos atearam fogo a um cinema que passava filmes pornográficos.
Em 1983 em Amesterdão incendiaram uma discoteca onde pereceram 13 pessoas. No Mónaco deitaram fogo à discoteca Liverpool, morreu uma mulher e outras 40 pessoas ficaram feridas.Em Março de 1984 Furlan e Abel, vestidos de Pierrot, são apanhados a regar com gasolina as carpetes de uma discoteca com 400 pessoas, na cidade de Castiglione delle Stiviere, perto de Mantua. Na verdade o que evitou o desastre foi o material não comburente de que era constituído o mobiliário da discoteca. Foram salvos de linchamento pelos seguranças no local.Terminava assim uma senda de crimes que provocou 28 mortos e mais de 50 feridos.Em julgamento negaram sempre a autoria dos crimes, mas ficou provada a ligação aos crimes em várias provas materiais, entre as quais cartas que foram encontradas no apartamento de Wolfgang Abel, tinham a mesma grafia das cartas deixadas nos locais dos crimes. Após as suas detenções cessaram os crimes com as cartas de Ludwig.Em 1987 foram dados como culpados de 10 crimes. Por alegada insanidade parcial evitaram a pena perpétua, foram condenados a 30 anos de prisão. Após três anos de detenção foram colocados em liberdade condicional.Em 1991 Forlan fugiu para a Grécia, onde viveu em Creta durante 4 anos. Foi recapturado em 1995, ficou detido até 2010.Actualmente, ambos são pessoas livres. Marco Forlan é consultor de informática em Milão. Wolfgang Abel é motorista e agricultor em Arbizzano, Verona.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Serial Killers: O caso Ludwig
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