Karl Marx escreveu que o comunismo seria a fase final do desenvolvimento humano, o culminar do socialismo.
Segundo os postulados de Marx, o comunismo é uma sociedade sem classes, sem Estado e sem entidades opressoras.
Defendia que só através da revolução proletária seria possível instituir esse modelo porque os interesses instalados nunca o iriam permitir por meios legais.
A revolução de Outubro de 1917 na Rússia fez aparecer o primeiro Estado constituído sob a égide do modelo comunista.
Vladimir Lenine foi o líder revolucionário que sistematizou o modelo económico de desenvolvimento de uma sociedade comunista. Este modelo assentava basicamente na propriedade comum dos meios de produção, a planificação económica centralizada e a negação do conceito de propriedade privada.
Acontece que a natureza humana é individual. O próprio sistema comunista assim o demonstrou através das desigualdades entre as cúpulas dominantes do partido e as massas que lhes serviam de sustentação.
Ora, foi este sistema que conduzuiu ao colapso do modelo.
Podemos concluir que foi o comunismo que se destruiu a si próprio.
John Locke e Adam Smith foram os percursores do liberalismo. Esta teoria assenta nos principios do direito à propriedade privada e de identidade individual. De acordo com John Locke os direitos naturais sobrepõe-se ao direito divino, ou seja, todos os homens nascem iguais. Se um governo não respeitar os direitos naturais (direito à vida, liberdade, propriedade privada) o povo tem o dever de se revoltar. Vivia-se em pleno sec. XVII e até a escravatura para Locke era legitimada pelo direito à propriedade privada.
Adam Smith escreveu "A investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", publicada em 1776 é considerado o mais importante tratado sobre o liberalismo económico.
De acordo com Smith, o self-interest era o motor do desenvolvimento da economia. Os indivíduos são movidos pelos seus próprios interesses. Mas em ambiente de concorrência mútua, resulta o equilíbrio de mercado. Deu-nos um exemplo: "se eu quiser jantar não posso ficar à espera da benevolência do homem do talho e do merceeiro, o que os vai motivar serão os seus próprios interesses em lucrar com os bens que lhes vou adquirir."
Desta forma acreditava que a concorrência entre os diversos fornecedores e a descoberta de inovações tecnológicas iriam provocar uma queda natural dos preços para os valores considerados justos pela procura. Independentemente do tipo de bem, este mecanismo funcionaria de um forma automática e sem necessidade de qualquer intervenção do Estado. Era a teoria da Mão Invisível.
A partir daqui as Nações teriam um desenvolvimento económico natural, harmonioso e todas viveriam em constante progresso.
A partir daqui as Nações teriam um desenvolvimento económico natural, harmonioso e todas viveriam em constante progresso.
Foi este ingénuo liberalismo económico que conduziu ao actual capitalismo selvagem onde não há árbitros e onde a Mão Invisível deu lugar ao que hoje se designa por Mercados.
Serão estes abstratos Mercados que breve matarão o capitalismo. Este há muito deixou de servir o justo progresso da humanidade.
Será que algum dia veremos aplicado um modelo económico que faça a síntese entre estes dois sistemas?
Eu acredito que sim.
Os países nórdicos são um bom exemplo disso. Uma economia de mercado com intervenção distributiva por parte do Estado.
É um tema que em outro dia tratarei.
Os países nórdicos são um bom exemplo disso. Uma economia de mercado com intervenção distributiva por parte do Estado.
É um tema que em outro dia tratarei.

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