Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O rock morreu mas os génios ficaram...

Se olharmos à história da música vamos reparar que os grandes compositores continuam entre nós através das suas obras, elas não morreram. Entre nós continuam Beethoven, Mozart, Schubert, Brahms, Tchaikovsi ou Verdi e outros que nos legaram obras que os tornaram imortais. Muitos destes geniais criadores foram incompreendidos na sua época e os que tiveram sucesso de forma geral não tiveram vidas fáceis.

Outros que à época com eles partilharam vidas, fizeram composições avulsas que obtiveram grande sucesso imediato junto dos seus contemporâneos, entretanto, em grande parte desapareceram, hoje em dia não há a mínima memória que tenham existido. Poderão ter tido vidas muito mais recompensadoras e glamorosas, mas os seus legados perderam-se no tempo. Deles nada mais resta do que talvez algumas lendas partilhadas em família.

Nos tempos de hoje esta dicotomia é ainda mais evidente que nunca. As luzes da ribalta acendem-se e apagam-se, literalmente à velocidade da luz, qualquer pessoa que esteja no local certo à hora certa pode, sem ter apresentado o mínimo lampejo de talento, assumir um estrelato instantâneo e global. Não há necessidade de exibir talento, basta aproveitar a oportunidade. É desta volatilidade que surge o sucesso mas com a mesma rapidez se dissipa. Quantos autores de sucesso conhecemos de um só êxito, daqueles que figuram no TOP 40? Quantas semanas perduram os seus nomes no imaginário colectivo? Seis meses depois alguém se recorda?

É por este motivo que o rock definha, não existem hoje talentos à altura de fazerem algo de novo que faça perdurar o legado. Claro que também não é fácil a originalidade, quase tudo já foi criado, a proliferação de meios e de autores não permite grande margem de manobra.

Mas há os que ficam, que ficarão para sempre. Aqueles que se destacam e permanecem em cena por décadas mesmo que não tenham o reconhecimento momentâneo. Desde que tenham consistência e coerência num trabalho que atravesse gerações, terão o mesmo reconhecimento daqueles de há trezentos anos. A obra deles perdurará porque os génios não morrem, deixam-nos as suas obras.

Nomes que perdurarão para sempre: Elvis Presley, The Beatles,
Led Zepplin, The Doors, Lou Reed, Pink Floyd, Jimmy Hendrix, David Bowie, Freddy Mercury,  Kurt Cobain, Phill Lynnot, etc...

Então eu concluo que o rock morreu mas ficaram os génios, para sempre...
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