Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Benfica x Porto

Retirado do site oficial da FIFA.

O grande duelo português
Assim como acontece em muitas rivalidades, a antipatia entre as duas maiores cidades portuguesas, e entre os dois clubes de futebol mais bem-sucedidos de Portugal, tem raízes na história política, cultural e esportiva do país. Localizada no norte, Porto é uma cidade industrial e de classe operária com um forte espírito independente. No sul está Lisboa, a capital rica, poderosa e cheia de encantos.

O clássico Porto e Benfica incorpora essa grande divisão e, nos últimos anos, uma mudança na hegemonia intensificou a rivalidade. Historicamente, as Águias são o clube mais vitorioso do futebol português, mas os Dragões têm sido a força dominante nas últimas duas décadas.

Origens
A primeira partida entre Porto e Benfica foi um amistoso jogado no dia 28 de abril de 1912. O time da capital venceu por 8 a 2. Oito anos se passaram até que o Porto conseguisse a primeira vitória no confronto, um emocionante 3 a 2, e quase outros nove até que voltasse a vencer.

O Benfica conquistou três títulos do Campeonato Português na década de 1930 e outros três nos anos 1940, além da Copa Latina de 1950. Com os triunfos, a cotação dos lisboetas começou a disparar, mas isso era só um aperitivo do que estava por vir. Nos anos 1960, liderada pelo ícone Eusébio, a equipe venceu oito campeonatos nacionais e duas Copas dos Campeões da Europa, derrotando Barcelona e Real Madrid em 1961 e 1962, respectivamente. O Benfica disputou outras três finais da maior competição europeia na sua década de ouro, mas não voltou a levantar a taça. No entanto, o clube manteve a sua superioridade no futebol lusitano ao longo dos anos 1970 e 1980.

Já o Porto, depois de passar quase vinte anos sem vencer o Campeonato Português, conquistou vários títulos a partir do final dos anos 1970. O clube manteve a boa fase na década seguinte, com quatro títulos nacionais, duas Copas de Portugal e uma Copa dos Campeões da Europa.

Mas foi nos anos 1990 que os Dragões começaram a monopolizar o futebol português, conquistando o certame nacional por cinco vezes seguidas, um recorde. Nos anos 2000 já são cinco títulos do Campeonato Português, além de uma Copa da UEFA e uma Liga dos Campeões da Europa, estas conquistadas sob o comando de José Mourinho e com uma legião de brasileiros.

Alguns números
Nas 240 partidas disputadas entre os dois clubes, incluindo amistosos, as Águias têm ligeira vantagem sobre os rivais do norte, com 94 vitórias contra 91. Ambos se saíram muito melhor jogando em casa. São 70 vitórias do Porto no Estádio do Dragão e 72 do Benfica no Estádio da Luz.

No cômputo geral, o Benfica continua sendo o clube português mais vitorioso, com 31 títulos nacionais. O Porto é o segundo maior vencedor, com 23. Ambos conquistaram a maior competição europeia de clubes em duas ocasiões.

O gigante lisboeta registra mais de 160 mil sócios pagantes e 14 milhões de torcedores em todo o mundo. Em 2006, o Benfica entrou para o Livro Guinness dos Recordes como o clube de futebol com o maior número de associados. Curiosamente, o clube também tem mais torcedores no norte português do que o time do Porto.

Atualmente
Alguns torcedores acreditam que a rivalidade foi personificada por dois ex-jogadores, João Pinto, do Benfica, e Paulinho Santos, do Porto. Apesar de terem sido companheiros de seleção portuguesa, ambos admitiram publicamente a grande antipatia que sentiam um pelo outro. A rixa durou muitos anos e alguns jogos terminaram com os dois expulsos de campo por se envolverem em brigas.

No entanto, a intensidade do clássico precede e transcende o envolvimento da dupla de jogadores. A rivalidade se agravou ultimamente com a transferência do atacante Cristian Rodríguez da capital para o Estádio do Dragão. O uruguaio foi o terceiro jogador da história recente a trocar o Benfica pelo Porto.

Porto e Benfica escreveram capítulos memoráveis da história do futebol lusitano. Com 23 dos últimos 26 títulos portugueses entre as duas equipes, a eterna rivalidade não dá sinal de trégua.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A lenda da Hello Kitty e os seus demónios

Reza lenda que uma menina de 14 anos tinha cancro na boca em fase terminal.

A mãe desesperada e já quase sem nenhuma esperança teria recorrido a um pacto com o diabo em que ela pedia a cura de sua filha em troca criaria uma marca que agradasse ao mundo inteiro. A menina curou-se e a mãe cumpriu sua palavra. Dizem que é por isso que a Hello Kitty não tem boca.

Outras pessoas afirmam que o facto da Hello Kitty ter sido inventada sem boca não passa apenas de uma crítica contra a submissão das mulheres japonesas.

A palavra Hello, em inglês quer dizer olá. A palavra Kitty, é de origem chinesa e quer dizer demónio. Logo, Hello Kitty quer dizer: “Olá demónio”.


O assassinato da Hello Kitty.

Em 1999 em Hong Kong uma mulher de 23 anos de nome Fan Man-yee, que trabalhava numa casa nocturna como acompanhante foi sequestrada por 3 homens para cobrarem uma divida de trafico de droga.

Após um mês de sevicias, morreu de overdose. A sua cabeça decapitada foi colocada numa boneca Hello Kitty.

Os assassinos foram denunciados anos depois por uma antiga namorada de um dos três autores que relatou ter pesadelos contínuos e de ser assombrada pelo fantasma de Fan. Actualmente cumprem pena de prisão.

A única ligação desta história à Hello Kitty foi o facto de terem colocado a cabeça da vitima numa boneca da marca.


A Hello Kitty foi criada pela designer Ikuko Shimizu em 1974 para a empresa japonesa, a Sanrio. O personagem é a figura de uma gata branca com traços humanos que usa um laço ou flor na orelha esquerda e não possui boca. Reparem que ela também não tem sobrancelhas. Estas características possibilitam que as pessoas projectem as suas próprias emoções na boneca. Este é, talvez, o maior segredo do seu sucesso.

Nos desenhos animados Hello Kitty tem boca.

O nome Kitty (Gatinha) veio de um dos gatos que Alice criava no livro Through the Looking Glass de Lewis Carroll.

A bonequinha em forma de uma gata recebeu o nome em inglês porque a cultura britânica era popular entre as meninas japonesas na época da sua criação e porque com essa designação seria mais fácil a sua projecção internacional.

A partir de algumas análises e conclusões precipitadas, podem construir-se mentiras verosímeis que, se não tivermos um espirito critico e atento, nos pode levar a crer em histórias, factos ou argumentos falseados, com difusão assegurada. Com estes exemplos quis demonstrar como se pode construir um mito urbano por via da WEB.

Devemos sempre colocar em causa a informação que recebemos porque existem sempre interesses inconfessados em quem nos quer fazer crer em algo.

Por mim, me confesso que gosto muito de ver a Hello Kitty nas cuecas de senhora, é um fetiche bem real e nada místico.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hipocrisia (reflexões de outros)

"Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência."
In Wikipédia

“Um hipócrita lembra-me um homem que assassinou os pais e que, quando vai receber a sentença, pede clemência alegando ser órfão”.
Abraham Lincoln

"Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica."
Sigmund Freud

"Ninguém pode, por muito tempo, ter um rosto para si mesmo e outro para a multidão sem no final confundir qual deles é o verdadeiro."
Nathaniel Hawthorne

"Podemos pretender ser quanto queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos."
José Ortega y Gasset

"Um homem pode agradar e sorrir e não passar de um facínora."
William Shakespeare

"Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço."

"Eu não sei porque razão
Certos homens, a meu ver,
Quanto mais pequenos são
Maiores querem parecer."
Antonio Aleixo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Frente fria

Azul celeste e limpido
Claridade fria que nos gela
Futuro opaco que não se vê
Se seremos nós que não outros
Vivendo tristes desde agora
Cerramos as portas por dentro
Fechamos em nós o medo.

O fogo dentro queima
Nós aqui nos quedamos
Por fora o frio gela
Onde pára a beleza de tudo?
De sobra nos falta vida
Eterno eco do passado
Esperando viver um dia.

Frente fria que no vento sopra
Gelo no vidro
Bafo quente que vem do peito
Condensa vapor no vitral
E o liquido escorre em agua
Cristalina e indiferente
Chove dentro e fora de nós.

(Pensando na próxima geração, a dos meus filhos...)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Niilismo



"Trata-se de uma tendência filosófica de reduzir todas as crenças a puras convicções do sujeito. O niilismo destitui-se de crenças. Há vários tipos de niilismo. Os mais conhecidos são: niilismo político; niilismo metafísico; niilismo existencialista. Alguns pensadores modernos também dividem o niilismo entre ativo e passivo." In wiktionary.

Embora seja um termo muito pouco utilizado no dia a dia, é a atitude dominante dos nossos dias.

Quantas vezes verificamos alguém a defender um determinado pressuposto e o seu contrario como verdadeiros? A verdade para esses indivíduos é meramente conjuntural.

A ausência de moral serve perfeitamente como instrumento  da capacidade argumentativa para atingir um determinado fim.

Os conceitos de bem e de mal são utilizados ao sabor de compromissos ora assumidos, ora impostos.

A moral torna-se amoral...

O ideal, transforma-se em ideário político.

O niilismo não é apenas a negação de Deus enquanto entidade suprema, não é apenas o vazio existencialista. O niilismo é a possibilidade positivista que cada um tem de construir a sua própria moral, para o bem e para o mal.


Pois, mesmo não concordando com ele, foi Nietzsche quem antecipou o desenvolvimento amoral do mundo Ocidental durante o séc. XX, e escreveu:


"A moral não tem importância e os valores morais não têm qualquer validade, só são úteis ou inúteis consoante a situação" (...) "A verdade não tem importância; verdades indubitáveis, objectivas e eternas não são reconhecíveis. A verdade é sempre subjectiva" (...) "Deus está morto: não existe qualquer instância superior, eterna. O Homem depende apenas de si mesmo" (...) "O eterno retorno do mesmo: A história não é finalista, não há progresso nem objectivo".

Claro que aqueles que no seu dia a dia são puros niilistas, vivem em permanente negação. Rejeitam o vazio das suas próprias existências. Tentam justificar o injustificável.

Qual é a razão de ser do desabrochar de uma flor? Não há razão de ser, é apenas um facto. Tudo o resto não passa de uma reflexão metafísica sem sentido. Factos são factos.

Os outros, os que têm a consciência existencial do niilismo, preenchem esse vazio vivendo sem crenças compensatórias de redenção. Crêem apenas no eterno retorno da substância.

São esses os que estão sós e sem desculpas, como declarou Jean Paul Sartre.