Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Psicopatas x Sociopatas

Vivem entre nós e estão muito próximos e quase nunca os identificamos. Raramente se tornam assassinos, mas são eles que muitas vezes nos prejudicam. É só estarmos atentos.

Existem infinitas dúvidas referentes às diferenças entre o termo "psicopatia" e "sociopatia". O facto é que, actualmente, ambos os termos se referem ao indivíduo com transtorno de personalidade antissocial.


Para alguns especialistas, como Robert Hare, a diferença entre a psicopatia e a sociopatia consiste basicamente na origem do transtorno.

Muitos sociólogos, especialistas de crimes e psicólogos acreditam que o distúrbio antisocial, quando originado a partir do próprio meio social, por exemplo, aquele indivíduo que "aprendeu" a assumir atitudes antissociais no próprio meio em que vivia para ganhar vantagem perante os demais, designa-se por Sociopata.

Já o Psicopata consiste na combinação de factores biológicos, genéticos e culturais. O indivíduo "nasce" psicopata, independentemente do ambiente socioeconomico em que viveu.

Psicopatas ou Sociopatas são sinónimos. São indivíduos antisociais que não seguem as leis e nem as regras ditadas pela sociedade e, através de seus actos, provocam danos à mesma:

Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos;
Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata;
Podem ter uma autoestima ou visão de si próprios elevada;
Frequentemente são autossuficientes e vaidosos;
Muitas vezes exibem um encanto superficial, são sedutores e conquistam facilmente as outras pessoas;
Frequentemente são bastante volúveis e inconstantes;
Não possuem empatia, tendem a ser insensíveis, cínicos e a desprezar os sentimentos e direitos alheios;
Têm dificuldade em manter relacionamentos, embora consigam estabelece-los facilmente;
Mentem frequentemente de forma tão realista que raramente outras pessoas descobrem ou desconfiam;
É comum a necessidade de terem autoridade;
São pessoas que necessitam estar sempre no comando ou poder, detestam serem comandados ou submissos;
Frequentemente possuem tendências sádicas;
Frequentemente são muito manipuladores, manipulam pessoas, ambientes e circunstâncias a seu favor;
Não têm sentimentos de culpa ou arrependimento;
Geralmente são frios, raramente demonstram algum tipo de afectividade e quando demonstram é meramente superficial;
Podem ser inconstantes, detestando a rotina e monotonia;
Enjoam fácilmente de tudo;
Não têm qualquer empatia: não entendem o que é estar no lugar do outro;
São excessivamente racionais e calculistas. Têm dificuldade em pensar emocionalmente;
Geralmente cépticos ou desconfiados em demasia, e por isso mais persuasivos;
Frequentemente irresponsáveis, tendem a culpar sempre nos outros, não se responsabilizam pelas próprias condutas, arranjam sempre algo ou alguém como culpado;
Têm uma necessidade permanente de estimulação, assim como sensibilidade ao tédio e um vazio existencial;
Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas;
São impulsivos em relação à agressividade, violência e impulsos sádicos;
Tendem a ser infieis e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros;
Podem possuir vida dupla: socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostrarem totalmente diferentes;
Costumam ser irritadiços e podem atacar impulsivamente num momento de raiva;
Quase sempre dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro;
Bastante críticos em relação a moralidade e ética. Para eles, "regras foram feitas para serem quebradas" e "os fins justificam os meios";
Possuem mudanças súbitas de temperamento;
Frequentemente dão-se bem em entrevistas de emprego, manipulam as pessoas e conquistam a confiança de todos facilmente no ambiente de trabalho;
Geralmente acham que estão certos e que seu estilo de vida é o mais adequado.
Não reagem com aversão a comportamentos condenados socialmente;
Quando colocados sobre pressão, como por exemplo, a morte de algum parente, reagem com frieza, como se não se importassem nem um pouco com a notícia;
Frieza emocional, sadismo, revelam grande capacidade de fingir, vontade de fazer mal às pessoas e ausência de remorsos;
Expressam pouco ou nenhum amor, afectividade ou carinho, nem mesmo por filhos, pais, parentes, cônjuge ou amantes.
Geralmente são pessoas com sorrisos fáceis, amáveis quando lhe convêm e absolutamente frias quando julgam necessário;
A frieza ao agir faz com que provavelmente não se arrependam dos erros que cometem, assim os indivíduos podem desenvolver gosto pela sensação de perigo.
Podem utilizar-se da sedução para conseguir o que querem dos outros;
As suas capacidades de se insinuarem costumam ser bastante convincentes. É comum que os outros não desconfiem estar na presença de um psicopata ou sociopata;
Acredita-se que o distúrbio que lhes estimula o comportamento sádico resulte de um desvio neurológico, capaz de os conduzir ao homicídio, nos casos mais graves.

Os psicopatas ou sociopatas e o poder

Pelo facto de gostarem da sensação de poder, serem muito persuasivos e não medirem esforços para atingir seus objectivos, ascendem muito rápido em suas profissões; por isso é comum que esses indivíduos ocupem importantes cargos nas organizações. Geralmente, gostam de estar em destaque e ajudar determinadas pessoas ou grupos econômicos, apenas por benefício próprio. Por outro lado, denigrem e aniquilam aqueles que tentam desmascará-los. Por não sentirem remorso, nem compaixão, os indivíduos com personalidade antissocial não se importam se seus actos irão prejudicar um individuo, determinado grupo de pessoas, ou até mesmo uma nação.

Código Penal

Do ponto de vista penal existe o dilema amplamente discutido sobre se uma personalidade doente é imputável, especialmente se é de origem psicótica. Mesmo que se trate de uma personalidade doente (exemplos: pessoas sádicas, violadoras, etc.) há tendência para atribuição uma punição, dado que, mesmo doente, a pessoa mantém consciência dos seus actos.

O direito penal usa como formas de classificar a capacidade mental do agente: entendimento por parte do agente se o acto que cometeu é ilegal e se mesmo sabendo que é ilegal, consegue autodeterminar-se ou seja, consegue evitar o acto.

Os psicopatas ou sociopatas conseguem entender que os seus actos são ilegais, no entanto não conseguem autodeterminar-se. É este facto que muitas vezes leva a Justiça a considerá-los ineputaveis mesmo perante crimes hediondos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Matar pela imortalidade



Erzsébet Báthory (7 de agosto de 1560 — 21 de agosto de 1614) foi uma condessa húngara da renomada família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Como consequência, Erzsébet ficou conhecida como "A condessa sangrenta". 

Os arquivos que documentam os seus crimes foram encerrados pelo estado húngaro durante cem anos, numa tentativa de apagar os vestigios para a posteridade, a ideia era que o sucedido caísse no esquecimento. A condessa viveu no Séc. XVII numa região que hoje faz parte da Eslováquia. Consta que terão morrido cerca 600 pessoas para satisfazer a sua ânsia de beleza e juventude. Ela acreditava que banhando-se no sangue das suas vitimas, se manteria para sempre jovem. Depois de condenada pela justiça do seu tempo, viveu os últimos 3 anos de vida num quarto sem janelas, mantendo-se apenas um postigo pelo qual era alimentada.

A busca da vida eterna sempre foi uma quimera para o ser humano. Se for uma obsessão pode tornar-se muito perigosa.

Ironicamente no caso desta senhora a busca da imortalidade resultou. Volvidos quase quatrocentos anos após a sua morte, aqui estamos a recordá-lá.

A maioria dos serial killers no fundo das suas mentes hediondas conseguiram um lugar na história. As pessoas comuns normalmente não conseguem tamanha notoriedade.

Veja-se o exemplo de Diogo Alves. Ficou na história, por ter sido o ultimo homem condenado à morte em Portugal. Ficou conhecido como o Assassino do Aqueduto das Águas Livres por ter executado cerca de 70 vitimas, a maioria delas atiradas do cimo do Aqueduto. Foi enforcado em 1841, tinha 31 anos.

Luísa de Jesus foi a última mulher executada em Portugal em 1772, em Coimbra. Foi executada aos 22 anos de idade por ter assassinado 33 bebés abandonados. Assumia a adopção de bebés (quase sempre com nome falso) apenas com o intuito de se apoderar do enxoval e embolsar os 600 réis que eram dados cada vez que ia buscar uma criança ao orfanato. A ré só confessou a autoria de 28 homicídios. Foi queimada em execução pública.

Theodore Gein, mais conhecido como Ed Gein (La Crosse, Wisconsin, 27 de Agosto de 1906 — Waupun, Wisconsin, 26 de Julho de 1984) foi suspeito de 7 homicídios (confessou 2 mortes). Os seus crimes ganharam notoriedade quando as autoridades descobriram que Gein exumava cadáveres de cemitérios locais e fazia troféus e lembranças com eles. Quem não se recorda do psicopata maníaco Jame "Bufallo Bill" Gumb do filme "O silencio dos inocentes"? A personagem é baseada na figura perfidamente perturbada de Ed Gein.

Pedro Alonso López (Santa Isabel, Tolima, 8 de outubro de 1948) é um assassino em série colombiano. É acusado de ter matado mais de 300 pessoas em três países. Lopez ficou conhecido como o "Monstro dos Andes" em 1980, quando mostrou à polícia os túmulos de 53 das suas vítimas, no Equador. Eram todas as meninas entre nove e doze anos de idade. Depois, em 1983, foi declarado culpado de assassinar 110 jovens no Equador e confessou ter efectuado mais de 240 assassinatos de raparigas dadas por desaparecidas nos vizinhos Peru e Colômbia. Foi libertado por ter cumprido a pena máxima, não se sabe do seu paradeiro.

"Na delegacia de Garanhuns, Jorge Negromonte e Isabel da Silveira, acusados de envolvimento na morte de pelo menos três pessoas, aparecem bastante descontrolados. O departamento de homicídio de Pernambuco também entrou no caso. Os três criminosos que passaram a ser conhecidos como os canibais de Garanhuns podem ser responsáveis por pelo menos mais cinco assassinatos." Transcrição de uma notícia num jornal brasileiro. 

Este casal com cumplicidade de uma jovem executava e cozinhava mulheres, fazendo empadas que vendiam pelas ruas da cidade inclusive na própria esquadra de policia brasileira.

Theodore John Kaczynski (Chicago, 22 de Maio de 1942), mais conhecido como Unabomber, é um matemático norte-americano, escritor e ativista político, condenado a prisão perpétua na sequência de uma série de atentados à bomba que vitimizaram 26 pessoas das quais 3 morreram.

Estes são apenas alguns exemplos de notoriedade pervertida da nossa humanidade.

Quantos milhares de milhões de seres normais povoaram o mundo e nada nos recorda a sua passagem? 

Quantos de nós após a morte permanecerão recordados pela história dos homens?

Paradoxalmente estes seres aberrantes conquistaram a imortalidade pela via amoral e psicótica. Um profundo desprezo pelos outros, tornou-os exemplares. Foi a subversão de valores que lhes deu notoriedade e não se pense que é de hoje, sempre houve, agora há é mais informação e sabemos de quase tudo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A morte de D. Inês de Castro

Nesta semana de Páscoa revisitei o Mosteiro de Alcobaça. Tantos anos após a primeira de muitas visitas, mantém-se a aura trágica e épica que rodeia os 2 túmulos ali colocados.

Agora a história é contada aos meus filhos. Espantados tal como eu ficara pela crueza dos actos, ficam em silêncio e respeitosamente assimilam o seu passado.

E recordo aqui uma tragédia que se tivesse ocorrido em território anglo saxonico, sería guião para uma super produção de Hollywood. Uma verdadeira tragédia romântica ao estilo de Romeu e Julieta de Shakespeare, com uma diferença fundamental: Aconteceu mesmo...em 7 de Janeiro de 1355.

"Inês Pires de Castro era filha bastarda de D. Pedro Fernandez de Castro, poderoso fidalgo castelhano, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro, senhores de grande poder político e senhorial. A jovem veio para Portugal em 1340, integrada no séquito da princesa D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel, respeitável opositor do então Rei de Castela, D. Afonso XI, aquando da celebração do casamento de D. Constança com D. Pedro, filho de D. Afonso IV, Rei de Portugal. O casamento, de conveniência, objectivava acalmar a exaltação dos monarcas, D. Afonso IV e D. Afonso XI, reis em permanente conflito, em estado de guerrilha mútua. D. Pedro, homem de natureza impetuosa e independente, apaixonou-se pela bela Inês, apelidada pelos poetas de "colo de garça". Ela passou a ser a alma gémea que o levou a desprezar as convenções cortesãs e a desafiar frontalmente tudo e todos.

Após a morte de D. Constança por ocasião do parto de seu filho D. Fernando, futuro sucessor de D. Pedro no trono de Portugal, o Infante assumiu, às claras, a ligação existente, indo mesmo viver com ela no Paço da Rainha, em Santa Clara, Coimbra. Nem a tentativa de D. Afonso IV em fazer abortar a ligação, exilando Inês de Castro no castelo de Albuquerque à vista de Ouguela na estremadura espanhola, dera resultado, tal como não colhera melhor sorte o exílio na Serra de El-Rei, Moledo, Canidelo (próximo de Gaia). A Corte que permanecia, frequentemente, na cidade do Mondego, não via com agrado as relações entre os dois amorosos. Considerava a ousadia uma afronta. Entendia-se que a ligação era indecorosa pelos problemas morais e religiosos que levantava, bem como do perigo que trazia para o reino em virtude da influência da família dos Castros, que se insinuava junto do Infante. As intrigas do Rei apressavam o monarca a agir. Desta forma, a teia à volta de Inês avolumava-se, apesar de ela viver, despreocupadamente, o seu idílio com Pedro nas bucólicas margens do Mondego. As peças do complicado xadrez iam-se ajustando para o desenlace final. D. Afonso IV compreendia as razões que o impeliam a tomar uma decisão, mas hesitava. Contudo, chegou a hora do veredicto.

Reuniu o seu Conselho em Montemor-o-Velho para analisar a atitude a tomar. Entre os conselheiros contavam-se Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho. A reunião constituiu, na prática, um julgamento, em que a acusada não esteve presente. El-Rei decidiu pela execução de Inês. E, na fria manhã de 7 de Janeiro de 1355, quando a neblina do rio ainda não se havia dissipado, os executores régios, aproveitando a ausência do Infante para as suas habituais caçadas, penetraram no paço e ali decapitaram D. Inês.

D. Pedro quando ascendeu ao trono, com a idade de 37 anos, passados dois sobre a trágica morte, pensou que chegara a hora do ajuste de contas. Reinava, então, em Castela, D. Pedro, "O Cruel". Tinha muitos inimigos, espalhava a violência e perseguia os seus opositores. Para conseguir capturá-los celebrou um tratado com D. Pedro de Portugal em que os dois monarcas se comprometeram a prender os exilados dos dois reinos e a sua entrega mútua na fronteira. Os portugueses visados eram os conselheiros de D. Afonso IV que influenciaram a decisão do rei. A troca de prisioneiros castelhanos e portugueses efectuou-se. Os castelhanos foram supliciados em Sevilha. Os portugueses foram executados em Santarém. A Pero Coelho, mandou-lhe tirar o coração pelo peito e a Álvaro Gonçalves pelas costas, já que D. Pedro "O Justiceiro", os considerou homens sem coração. Diogo Pacheco salvou-se, segundo a tradição, porque foi avisado por um mendigo a quem dava esmola, de que ia ser preso. Trocou a roupa com o pobre e escapou-se para Aragão e daí para França. A tradição popular deu-o, mais tarde, a viver no Piodão, Arganil.


Saciada a sede de vingança, D. Pedro ordenou a transladação do corpo de Inês desde a campa modesta em Coimbra, para um túmulo delicadamente lavrado que mandou colocar no Mosteiro de Alcobaça. O acontecimento teve honras de Estado. O caixão saído de Santa Clara, trazido por cavaleiros, foi acompanhado por fidalgos e muita população, clero e donzelas. Ao longo do trajecto o corpo de Inês caminhou por entre círios acesos. No mosteiro celebraram-se muitas missas e outras cerimónias e com grande solenidade o caixão foi depositado no monumento tumular.


Posteriormente, D. Pedro mandou executar outra arca tumular, semelhante em arte ao da sua amada, colocando-a ao lado e nela quis ficar sepultado. E, até aos dias de hoje, os dois repousam juntos. Procurando dignificar o nome da sua amada, D. Pedro, declarou, apresentando testemunhas (D. Gil, Bispo da Guarda, e Estevão Lobato, seu criado), que sete anos antes casara com ela em Bragança. A afirmação pública foi proferida em Cantanhede a 12 de Junho de 1360, quando se encontrava naquela povoação. Conta a lenda que decorridos 5 anos após a morte de Inês de Castro, o rei D. Pedro I declarou-a rainha de Portugal. Ordenou uma cerimonia de coroação em que esta foi coroada rainha e a corte teve de beijar-lhe a mão conforme obrigava o Protocolo Real."
Mário Nunes In "Nos Caminhos do Património II", 1995, ps. 126/128.

D. Inês de Castro foi uma dama que apesar da sua curta vida deixou uma grande marca na História de Portugal. O mito criado à volta da sua história estrutura-se em factos documentados e numa aura lendária gerada em relatos populares que permanecem no imaginário de um povo 700 anos depois.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Novas regras para melhorar o futebol

1. O Campo
Deve ser inclinado. Nenhuma equipa é prejudicada, porque mudam de campo ao intervalo. Assim descansam 45 minutos.

2. A bola
Deve haver uma bola para cada jogador, para evitar disputas.

3. Número de jogadores
14 para não se perder tempo com substituições.

4. Equipamento dos jogadores
Desenhado por estilistas nacionais com várias colecções sazonais.

5. Arbitro
Não é necessário, as equipas auto regulam-se.

6. Arbitros assistentes
Não são necessários, torna-se a organização mais barata.

7. Duração da partida
Muda aos 5, acaba aos 10. Aumenta as emoções do jogo.

8. Inicio e reinicio do jogo
Com bola ao ar, como no basket.

9. Bola em jogo e bola fora
Só pára o jogo quando saem todas.

10. A baliza
Sem postes para que as bolas não ressaltem.

11. Fora de jogo
A partir de 5 metros paga multa.

12. Faltas e condutas irregulares
Decide-se no momento entre todos e sem cartões.

13. Livre directo ou indirecto
Decide o lesado.

14. Pénalti
Não há. Acabam-se com as áreas.

15. Lançamento lateral
Não há. Bola que sai já não entra para não haver anti-jogo.

16. Pontapé de baliza
Não há. Bola que sai já não entra para não haver anti-jogo.

17. Pontapé de canto
Substitui os pontapés de baliza.

sábado, 17 de março de 2012

A 9ª Sinfonia de Beethoven

Os CDs foram inventados para comportar 72 minutos de música porque este é o tempo exacto de duração da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Em 1824 surge a Sinfonia nº9 em Ré Menor. Pela primeira vez na história da música é inserido um coral numa sinfonia, a aliança entre as artes irmãs: a poesia e a música.

A partir de Beethoven a música nunca mais foi a mesma. As suas composições eram criadas sem a preocupação de respeitar regras.

Inaugura a tradição de compositor independente, que escreve música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou a um nobre mecenas que lhe custeasse a existência.

Hoje em dia muitos críticos consideram-no, em conjunto com Mozart, como os maiores compositores de todos os tempos.

A ele se deve o inicio do período Romântico.

Conta-se que um dia perguntaram a Wagner quem seria o maior compositor daquela época. Ele respondeu:

- Eu próprio !

- Então, e Beethoven ?

- Ele é a própria musica !

A sinfonia n.º 9 tem um papel cultural de extrema relevância no mundo actual. Em especial o 4. Andamento, o "Hino à Alegria", foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Europeia.

Foi apresentada pela primeira vez em 7 de maio de 1824, em Viena, Áustria. Dirigiu o maestro foi Michael Umlauf, director musical do teatro.

Beethoven, já em adiantado estado de surdez, teve direito a um lugar especial no palco mas não pôde dirigir.

Como é irónico que alguém, que nunca ouviu a composição, nos tenha legado uma obra que ainda hoje, duzentos anos depois, nos maravilha.