
Acabei de lêr esta obra escrita em 1925 por Francis Scott Fitzgerald.
Não tenho qualquer pretensão ou a mínima formação para ser critico literário mas posso assegurar-vos que vale a pena desfolhar estas páginas.
Não vos quero contar o romance. Só lendo, cada um de vós pode tirar conclusões acerca de uma história simples com uma narrativa rica e complexa.
Fitzgerald projecta na vivência de um Verão a imagem que tem do glamour das classes abastadas da América dos anos vinte. As pessoas vivem os anos do pós guerra com a superficilidade que a vida mundana provoca.
O retrato psicológico de cada personagem é cru, real, o leitor sente que conhece algumas daquelas pessoas. Embora representem personagens colectivas daquela época, não deixam de ter a sua própria densidade de carácter ou falta dele.
A solidão disfarçada das multidões em festa persegue o narrador e arrasta-nos com ele.
Embora se trate de um romance datado e bem situado no tempo, não deixa de ser intemporal porque nos faz reflectir sobre a nossa existência e a marca que deixamos àqueles que nos rodeiam.
O mundo da aparência corrói-nos, a decepção do narrador é a nossa própria decepção e então um dia, concluímos que o melhor é retirar-mo-nos para longe da frivolidade, para o interior na pacatez de nós próprios, porque essa sim é verdadeira.
Leia este grande livro e tire as suas próprias conclusões.