Isto parece coisa de cinema e não a vida real, mas desde há 40 anos que o caso DB Cooper permanece como o único sequestro da aviação americana ainda não resolvido.
Em 1971, um homem que se identificou como ‘Dan Cooper’ comprou uma passagem de Portland, Oregon, para Seattle, Washington. Durante o voo anunciou à tripulação que tinha uma bomba a bordo e exigiu um resgate de US$ 200 mil em dinheiro (hoje seriam cerca de US$ 700 mil), quatro pára-quedas e um camião de combustível esperando por ele em Seattle.
A companhia aérea decidiu concordar com as exigências e, após a libertação dos passageiros e reabastecer em Seattle, Cooper e a tripulação levantaram voo para Reno. Exigiu que o voo fosse efectuado a baixa velocidade e a uma altitude média de 10.000 pés.
Os pára-quedas não podiam ser sabotados porque o FBI não sabia se o pirata do ar levaria consigo alguns membros da tripulação.
Durante o voo a parte traseira do avião foi aberta e Cooper saltou sozinho de pára-quedas. Nunca mais foi visto.
Sobre Dan Cooper muito se tem especulado. Há quem afirme que viveu na Florida após o golpe. Que terá ido viver para um país sul americano. A tese mais provável é que terá morrido no salto de pára-quedas ou por hipotermia.
Em 1980, dois pacotes de 100 notas de US$ 20 e um terceiro pacote de 90 notas foram encontrados no Estado de Washington, reforçando a hipótese do FBI de que Cooper não sobreviveu ao salto de pára-quedas, mas nenhuma explicação foi encontrada para o facto de faltarem dez notas de um terceiro saco. O restante dinheiro nunca foi encontrado.
O caso está em aberto até hoje. Ainda existem recompensas para quem revele pistas no sentido de o resolver.
Depois deste episódio, foram feitas várias alterações de segurança nos aviões comerciais para evitar que tal torne a acontecer da mesma forma.
Terá sido o crime perfeito?