Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

sábado, 29 de novembro de 2014

O homem que podia ter mudado a história


Como 13 minutos podem fazer a diferença entre a morte e a vida de 60 milhões de pessoas?
O muro de Berlim foi construído nos anos sessenta em consequência desses 13 minutos.

No dia 8 de Novembro de 1939, o aeroporto de Munique foi encerrado devido à forte neblina. Nessa noite Adolf Hitler iria discursar na cervejaria Burguerbraukeller, como fazia todos os anos nas comemorações da tentativa falhada de golpe de estado dos nazis em 1923, que iria conduzir Hitler à prisão onde escreveu “Mein Kampf”.

Como teria de viajar de comboio Hitler adiantou o seu discurso em 30 minutos. Começou pelas 20h e acabou às 21h. Deixou a cervejaria com pressa, às 21,07h. Pelas 21,20h uma forte explosão rebenta com o teto por cima do palco. Morreram 8 pessoas e ficaram feridas 63. Adolf Hitler havia escapado à morte por 13 minutos.

O atentado tinha sido planeado por Johann Georg Elser. Hoje é reconhecidamente um herói para a Alemanha, tem o seu nome gravado num quarteirão residencial de Munique e numa sala de espetáculos. Mas nem sempre foi assim. Para os alemães, durante muitos anos, Elser havia sido um carpinteiro irrelevante. Para os de Leste era alguém que agiu individualmente e não tinha ligações a atividades comunistas. Para os alemães do Ocidente corriam boatos absurdos de que havia sido um agente da Gestapo; por outro lado, Elser estava fora dos cânones do herói representado por Claus Von Stauffenberg da Operação Valquiria, que envolveu mais de 100 pessoas na tentativa de matar o ditador em 1944.

Elser nasceu em Hermaringer, no Sudoeste da Alemanha, em 1903. Não era político, mas em tempos votou no partido comunista e pertenceu ao sindicato dos marceneiros. Naquela época era muito difícil não acreditar nas ideias de Hitler, basta dizer que quando chegou ao poder em 1933, havia cerca de 6 milhões de alemães desempregados, 3 anos depois a situação era praticamente de pleno emprego, os planos bélicos de Hitler tinham trazido um crescimento industrial espantoso. No entanto este simples carpinteiro confessou a um amigo que “a Alemanha nunca poderia ter um governo melhor, a não ser que alguém derrubasse o seu líder. Mas não contes a ninguém”. Segundo contou mais tarde, durante o seu cativeiro, não confiava em Hitler, tinha o pressentimento que aquele homem havia de destruir o mundo.

Entre 1925 e 1929 Elser trabalhou numa fábrica de relógios, foi aí que adquiriu conhecimentos que mais tarde utilizou para fazer a bomba relógio que colocou debaixo do palanque na cervejaria.


Ainda não havia sido detonada a bomba e já Elser estava detido junto à fronteira com a Suiça. O alemão tentava cruzar a fronteira em Constança, os guardas fronteiriços quando esvaziaram a mochila que transportava consigo descobriram os esboços de construção de uma bomba e vários utensílios suspeitos. Ainda sem saberem concretamente do que se tratava prenderam-no e encaminharam-no de volta para Munique. Apesar de inicialmente negar qualquer envolvimento no incidente, não teve alternativa senão confessar a autoria do atentado.

Foi torturado na sede da Gestapo em Berlim. Himmler recusava-se a acreditar que aquele acto contra o Führer fosse engendrado por um simples carpinteiro, sem apoio de mais ninguém. Os nazis tentaram engendrar uma conspiração que envolvia os ingleses. Elser não foi logo executado porque os nazis mantinham a esperança que ele um dia revelasse os seus cúmplices.

Foi transferido para o campo de concentração de Dachau, onde foi um prisioneiro com estatuto especial até ser executado com um tiro, em Abril de 1945, dias antes do suicídio de Hitler.

Neste breve relato constatamos como minúsculos pormenores podem fazer a diferença na vida de milhões de seres humanos. Os “se” da vida de alguém representam o aleatório que a todos envolve e nos deixa impotentes perante os acontecimentos.

Georg Elser podia ter mudado a história, mas por 13 minutos não conseguiu evitar a Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O direito à indignação de Mário Soares



Em primeiro lugar quero fazer uma declaração de interesses: Não sou um admirador do Dr. Mário Soares, mas concordo com ele neste caso.

A declaração do ex-presidente da República acerca da Operação Marquês, cujo protagonista é o ex-primeiro ministro José Socrates, obrigou-me a tecer este comentário sobre atualidades, coisa que pouco gosto de fazer dado que não me sinto devidamente habilitado para o efeito. De qualquer modo não posso deixar de expressar a minha opinião.

O Dr. Mário Soares declarou que era uma malandrice de pessoas que querem mal a José Sócrates e ao PS.

Estou solidário com ele e compreendo os motivos de tal indignação.

Se há alguém que sabe reconhecer o que é uma malandrice, é um verdadeiro malandro.

Segundo consta, o Dr. Mário Soares e o seu clã ao longo da sua vida sempre deram motivos suficientes para haver intervenção da Justiça. No entanto tal nunca aconteceu. Sempre saíram incólumes de todas as situações, por mais dúbias que fossem. É, portanto muito natural que o nosso ex-presidente tenha dificuldade em compreender o processo instituído a um pobre rapaz ainda jovem que, segundo consta, apenas se apropriou de forma indevida de 25 M€?

Não há direito de tratar assim o moço, só porque não teve a habilidade suficiente para criar uma Fundação que lhe possibilitasse esconder os proventos duvidosos.

A classe politica está disponivel para arcar com os privilégios da visibilidade publica, mas devido ao seu elevado espirito de missão, abdica voluntáriamente das suas consequências. Aquele juiz faz parte dos malandros que querem mal a pessoas, que com elevada dedicação e sem interesses pessoais, sempre fizeram o melhor pelo nosso país.

A forma como tem sido mediatizada a Operação Marquês, também me parece ser censurável. Não é normal o espalhafato público sobre alegados crimes que foram perpetrados de uma forma tão discreta.

Não me lembro do senhor Engenheiro José Sócrates, agora em vias de se tornar Doutor, ter anunciado aos quatro ventos, que tinha sido licenciado a um domingo. Nunca propalou que havia falsificado o certificado de habilitações que entregou no parlamento. Não me recordo de nos ter feito saber que tinha tido intervenção no processo de tratamento de resíduos da Cova da Beira. Não apregoou que assinou projetos de moradias enquanto tinha acordo de exclusividade no parlamento. Nunca fez eco da participação no caso Freeport, na forma como adquiriu as casas, e porque comprou os seus próprios livros com dinheiro que não era seu. Também foi sempre muito contido em muitas outras coisas que afetam o erário público, mas que nem sequer ainda sabemos. Um dia poderemos vir a saber, mas nunca será por indiscrição dele próprio.

Se os seus atos decorreram sempre em recato e com o devido distanciamento para com o interesse publico, é legítimo exigir do sistema de Justiça a mesma discrição.

Só foi um bocadinho indiscreto na exibição dos sinais exteriores de riqueza. Mas digam-me, de que serve ser rico se o não podermos mostrar aos outros?

Devemos todos mostrar algum respeito por alguém que depois de habituado a tomar o “petit-dejeuner” nos Champs Elysees, de repente se vê privado de um determinado nível de vida e tem de comer uma carcaça com margarina e meia de leite. É uma mudança demasiado brusca, por isso estou de acordo com o Dr. Mário Soares, sinto-me indignado...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Malthus e o fim da humanidade


Lembrei-me deste tema depois de observar um post de Bill Gates no Facebook, em que revela a sua preocupação no combate à fome no mundo. Tem sido uma causa muito defendida pelo multimilionário, que já doou milhares de milhões de dólares para muitas causas nobres.

A Teoria demográfica de Malthus baseia-se no Principio da escassez. A população humana tende a crescer mais rapidamente que a produção de alimentos, o que torna a escassez num conceito de extrema importância para a economia. A visão pessimista de Thomas Robert Malthus acerca dos padrões de vida, ficou resumida na sua afirmação: "Estamos condenados pela tendência de a população crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética”.

Malthus desenvolveu várias outras teorias económicas, mas vamos centrar-nos na teoria da População.

Em 1798 escreveu um ensaio sobre o crescimento da população na medida em que afeta a melhoria do futuro da sociedade. Na perspetiva de Malthus existiam dois obstáculos:

. Positivos, no sentido de aumentar a taxa de mortalidade (a fome, as epidemias, doenças ou pragas, a desnutrição e as guerras).
. Preventivos, no sentido de reduzir a taxa de natalidade (as práticas anticoncepcionais voluntárias).

Thomas Malthus afirmou: “O crescimento da população tem uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...) se não for travado, a população mundial duplicará de 25 em 25 anos. Nas condições atuais da terra e nas circunstâncias mais favoráveis, a produção agrícola será aritmética no máximo (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Nestas condições será inevitável que a pressão demográfica seja superior à capacidade do planeta fornecer meios de subsistência ao homem, assim a morte prematura visitará a raça humana.”

Com este raciocínio Malthus concluiu que no futuro a capacidade de aumento das áreas de cultivo estariam esgotadas em todo mundo porque viriam a estar ocupados por atividades agropecuárias, mas entretanto, população mundial continuaria a crescer. Os vícios humanos são os agentes da desgraça. Agem como um exército de destruição, mas se não conseguem vencer uma guerra de exterminação, surgem as epidemias, as pestes e as pragas que acabam por ceifar dezenas de milhares. Para concluir o equilíbrio esperado, vem então uma onda de fome generalizada, que nivela novamente a população com os recursos existentes. Estes ciclos repetidos conduziriam ao fim da humanidade.

A Teoria de Malthus havia surgido como contraponto ao otimismo então vigente, preconizado por William Godwin e Adam Smith.

A chave do desenvolvimento económico, para ele, residia no controlo de natalidade.

As catástrofes de Malthus acabaram por ocorrer em grande escala no sec. XIX na Irlanda, com a crise da batata (da qual falaremos outro dia) e no sec. XX com as 2 grandes guerras e com os surtos de fome na Etiópia e Somália. Estes acontecimentos reforçaram o poder de influência do seu pensamento.

Entretanto continuou a registar-se um aumento populacional devido aos progressos da medicina e melhoria generalizada das condições de vida. Mas esse crescimento foi acompanhado pelo acréscimo exponencial da produção, por via do desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias. Hoje em dia a produção global supera as necessidades dos 7 biliões de seres humanos.

O problema actual reside na distribuição. É esse agora o principal desafio que se coloca à humanidade: fazer chegar o mínimo de subsistência a todos os seres humanos.

O mundo está muito longe do pleno bem estar, mas os ideólogos fatalistas ainda não têm razão. As premonições catastróficas de Thomas Malthus de há duzentos anos, ainda não se confirmaram.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Lidice e Lezáky


Hoje ia escrever algo acerca dos animais e os circos, mas notei que já há muita gente iluminada e preocupada que debitou os seus pareceres sobre o tema. Como nada venho a acrescentar a esse assunto, resolvi debruçar-me sobre um relato verdadeiramente animalesco da história da humanidade.

A 27 de Maio de 1942, Reinhard Heydrich, responsável nazi pelos territórios da Boémia e Morávia, sofre um atentado à bomba. O seu automóvel cai numa emboscada da resistência checa nos arredores de Praga. Heydrich fica gravemente ferido e vem a falecer a 4 de Junho.
O ataque havia sido perpetrado por 2 resistentes, Kubis e Gabcik. Haviam sido treinados em Inglaterra e que tinham sido largados de paraquedas nas imediações da cidade.

Segundo os nazis, os resistentes teriam usado Lidice como esconderijo antes e após o atentado. Mas na verdade os dois haviam estado escondidos numa igreja em Praga. Ter-se-ão suicidado para evitar a captura pelas tropas nazis.

Heydrich era um dos homens mais próximos de Hitler, tinha colaborado nos planos para a “solução final” com vista à eliminação dos judeus em território do Terceiro Reich. Hitler não conformado com o ocorrido, ordenou represálias.

Lidice, nos arredores de Praga, sempre foi um foco de resistência à ocupação nazi e viria a ser o objeto de retaliação.

Em 10 de junho, as tropas nazis cercaram Lidice, impedindo a saída dos habitantes. Todos os homens maiores de 15 anos foram colocados num celeiro e fuzilados. As mulheres e crianças foram mandadas para o campo de concentração feminino de Ravensbruck onde a esmagadora maioria viria a morrer. Estima-se que ao todo 199 homens, 195 mulheres e aproximadamente 88 crianças foram vitimados pelo ataque nazi.

Em Lezáky, uma povoação próxima, havia sido descoberto um emissor de rádio da resistencia. O pesadelo foi igual. A população foi dizimada, excepto 2 crianças que foram levadas e entregues a familias alemãs.

Por indicação expressa de Hitler é arrasada a vila. Foram detonadas as casas. O terreno foi aplanado com tratores e foi semeado para se transformar em pasto. Lidice foi apagada dos mapas.

Os alemães noticiaram ao mundo o que aconteceu em Lidice, como propaganda para aterrorizar os resistentes e inimigos. Por seu lado nos países aliados passaram a utilizar o evento para alimentar o ódio contra os nazis.

Hoje, onde outrora havia sido a vila de Lidice, existe um memorial em homenagem aos habitantes mortos no massacre. A área é considerada terreno sagrado e  monumento perpétuo da República Checa. A vila foi reconstruída e ampliada a partir de 1949, e está situada a cerca de 700 metros do campo reservado à memória dos mortos.

domingo, 16 de novembro de 2014

Ilegalizar a Maçonaria, porque não?



“A Maçonaria é uma Ordem iniciática e ritualística, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objetivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista á edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

A Maçonaria não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um. Considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual.

A Maçonaria é uma Ordem de duplo sentido: de instituição perpétua e de associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras.”
(Excerto do texto retirado do site da Maçonaria de “Introdução á Maçonaria” de António Arnaut)

O excerto acima constitui a abertura do portal da Maçonaria Portuguesa. Seria difícil encontrar palavras mais opostas à realidade. Penso que esta “seita” é a principal responsável pelas desgraças do nosso país, especialmente a partir de 1974. Mais do que uma associação secreta, estes senhores formam uma seita interessada apenas em defender os interesses dos seus próprios membros. Trata-se de uma plataforma que facilita a corrupção, o nepotismo, a cleptocracia e que compõe a oligarquia que nos governa.

Na génese da maçonaria estava a defesa dos artistas da construção. Na sua criação não estavam envolvidos interesses filantrópicos ou de progresso, o que os movia era a proteção aos profissionais da construção, para os maçónicos quantos menos soubessem os segredos da profissão mais oportunidades de negócio teriam. Os valores que este sindicato defendia eram os valores financeiros e de poder, os interesses dos membros maçons sobrepunham-se aos da restante população. Quanto mais poder financeiro possuísse, maior viria a ser a sua influência junto de quem decidia.

Hoje em dia as lojas maçónicas portuguesas mantêm estas práticas com elevado rigor. Claro que os participantes já não são exclusivamente ligados à construção civil. Existem membros dos mais variados quadrantes da atividade económica. O esquema baseia-se numa cultura de tráfico de influências, de compadrios e favores que serve para o progresso dos próprios membros. Vão deixando o legado aos seus filhos, perpetuando o poder de influência e estatuto dos seus membros, independentemente dos seus méritos, impera o factor C (cunha).

Ainda recentemente se noticiou o caso dos Golden Visa, em que alguns dos envolvidos fazem parte da maçonaria. Houve uma tentativa da ministra da justiça em instituir uma declaração de interesses a quem mantém cargos públicos, obrigando-os a declarar se fazem parte de alguma organização; logo vozes do seu próprio partido se levantaram contra, da parte do PS nem uma palavra. Por aqui se vê que a maçonaria não tem partido politico.

A grande parte das nossas elites frequenta estas lojas, bem como a Companhia dos jesuítas e a Opus Dei. Reside em parte, aqui, a explicação para o estado calamitoso do nosso Estado.


"O sistema de justiça português é constituído por lojas maçónicas e controlado pela maçonaria. Além de controlar as decisões dos processos, controla igualmente a carreira dos juízes e dos magistrados do Ministério Público e dos altos funcionários do Estado" - disse José da Costa Pimenta, um juiz jubilado, em carta dirigida à atual ministra da justiça.

Alguns exemplos do tipo de influência que exercem na nossa sociedade:

Caso CTT: (Citações do Ministério Público) Em escutas telefónicas, um indivíduo faz alusões à sua condição de maçom para obter informações do caso da venda de prédios
Caso Moderna: (Citações do Ministério Público) Uma conspiração maçónica, com a Moderna como ponto de reunião, para tomar conta das estruturas do poder em Portugal, é revelada num documento de Nandim de Carvalho.
Caso Portucale: (Citações de Abel Pinheiro) Nos governos de Guterres, o GOL era conhecido por o "gabinete", dado o número de socialistas por metro quadrado.

Um ex-Diretor do Serviço de Informações Estratégicas da Defesa (SIED), utilizou os seus conhecimentos na maçonaria para facilitar a reabilitação de um edifício que pertencia à empresa que o viria a contratar, a Ongoing. Foi igualmente acusado um líder da loja Maçónica Mozart 49, de utilizar a loja como plataforma para instrumentalizar indevidamente instituições do Estado e para servir as suas ambições pessoais. O dirigente utilizou conhecimentos que adquiriu a partir da loja Mozart para recolher informação para a empresa de informação Ongoing que mais tarde o viria a contratar. Foi a maçonaria que facilitou a obtenção da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas na Lusofona. Relvas, por sua vez, solicitou um relatório e informações sobre o igualmente maçom Francisco Pinto Balsemão.

A maçonaria é um instrumento de corrupção que dilui a separação de poderes, promovendo a promiscuidade entre os ricos e os poderosos. Grande parte da classe política é apenas a face visível dos poderes escondidos das lojas maçónicas. Os membros destas “seitas” acreditam ser indivíduos dotados de superioridade intelectual face aos seus concidadãos e pensam serem merecedores de privilégios porque se distinguem dos demais. Julgam mesmo que devem ter mais direitos que os outros, têm acesso a informação preferencial em operações de bolsa, fazem sempre os melhores negócios imobiliários, estão sempre na linha frente quando o assunto é poder ou dinheiro, os seus filhos têm direito a frequentar as melhores escolas e se as notas não são boas, algo terá de ser feito.

Dado o comportamento dos seus membros, uma organização tentacular deste tipo pode colocar em causa um Estado de Direito, porque não ilegalizar uma colectividade que tanto prejudica um país?