Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Irlanda e a batata


A agricultura irlandesa nos séculos XVIII e XIX estava muito dependente do cultivo da batata. Era o país com a maior densidade demográfica da Europa, a população rondava os 8 milhões.

Em 1845 um fungo arrasou as colheitas de batata. Os irlandeses dependiam da batata, tal como os chineses dependiam do arroz. Nos dois anos seguintes manteve-se a perda total da produção de batata.

Sem outra alternativa, a população começou a emigrar para a Inglaterra e os Estados Unidos. Em pouco tempo cerca de um milhão e meio de irlandeses embarcaram para uma viagem em que muitos nunca chegaram ao seu destino, mortos por doenças a bordo ou fome e naufrágios.

Neste período as relações com a Inglaterra não eram as melhores. Os irlandeses ansiavam pela independência, a sua identidade católica e republicana não era compatível com a monarquia protestante do Reino Unido.

O governo em Londres inicialmente tentou amenizar a crise irlandesa com algum apoio financeiro e importando milho dos Estados Unidos. Mas era impossível conseguir alimentar milhões de pessoas famintas. Por outro lado os ingleses proprietários das terras, continuavam a exigir as suas rendas anuais aos rendeiros, quem não cumpria era expulso da terra. Esta situação conduziu ao paradoxo de nesta fase a Irlanda, que não tinha como alimentar as famílias residentes na ilha, exportava grandes quantidades de gado e cereais, era a única forma dos rendeiros conseguirem manter as terras. O governo inglês não quis entrar em conflito com os “landlords” e ignorou o problema. Os carregamentos eram enviados por comboio, escoltados por soldados, até aos portos e depois embarcados para Inglaterra.
Em 1846 a situação ainda pirou para os irlandeses com a chegada dos liberais de John Russell ao governo em Londres. O secretário destacado para a Irlanda, Charles Trevelyan foi o mentor da política de não intervenção na crise alimentar da Irlanda. Segundo ele, o povo não podia ficar habituado à dependência do governo: “O julgamento de Deus enviou esta calamidade para ensinar uma lição aos irlandeses”.

O ano de 1847 foi terrível a nível climático. Toda a situação se agravou sem o apoio do estado. As pessoas ficavam caídas à beira das estradas à espera da morte, havia corpos espalhados pelas ruas. Charles Dickens escreveu: “Em vários pontos, as estradas são cemitérios. Os cocheiros já não saem sem encontrar cadáveres pelo caminho e, à noite, passam por cima deles”, Chegaram a verificar-se casos de canibalismo. Os corpos eram enterrados em valas comuns, sem qualquer registo.

A sociedade civil inglesa teve de agir. Organizações como os Quakers, Irish Relief e Rotschild começaram a distribuir sopas pelas populações famintas, mas muitas vezes sob a exigência de assistir a cultos protestantes.

Na primavera de 1847, a fome deixou de ser o único flagelo. Chegaram as epidemias de tifo, escorbuto e disenteria bacilar, além do terrível edema da fome, que se traduz por um inchaço hidrópico dos membros e, em seguida, do corpo. Este flagelo foi ainda mais agressivo do que a fome. Pereceram pessoas de todas as classes, inclusive muitos “landlords” residentes.

A crise irlandesa culminou em 1849, o pior ano de todos. Um surto de cólera dizimou ainda mais a população. Nesse ano a jovem rainha Victória fez uma visita à ilha, na tentativa de apaziguar os impulsos independentistas, mas era tarde demais. A Irlanda não mais aceitaria fazer parte do império britânico, viria a declarar a sua independência em 1916.

A Irlanda nunca se refez completamente daquele trágico acontecimento, consta que durante esse período a população decresceu 30%. Com uma população estimada em 4,5 milhões de habitantes em 2011, a ilha não voltou a atingir a marca de 8 milhões, população anterior à crise de 1845.

Actualmente a Irlanda é um dos países mais prósperos do mundo e sempre na linha da frente no combate à fome, vejamos o exemplo de Bob Geldof e Bono Vox, 2 irlandeses sempre disponíveis em campanhas de luta contra a fome.


sábado, 6 de dezembro de 2014

A campanha porta a porta de Portas


Paulo Portas afirmou recentemente num discurso acalorado para membros do seu partido, que o CDS está preparado para ganhar eleições e governar sozinho. Digo-vos que não é uma afirmação desprovida de sentido, vejamos.

Actualmente em Portugal, O Dr. Paulo Portas é o único verdadeiro animal político que está em liberdade. Sim, porque o principal concorrente está enjaulado. Eu diria que é uma autêntica fera. Reparem bem na sua genialidade politica.

Quando entrou para o partido, o CDS tinha 4 deputados. Era conhecido pelo partido do táxi. O que fez ele? Concentrou toda a dinâmica politica em nichos de mercado bem definidos.

A própria classse dos pracistas, vulgo taxistas, começou a dedicar-lhe particular apoio porque Paulo Portas prometeu que havia de precisar de mais táxis. Eram realmente boas notícias para esta classe profissional. Na verdade, Portas cumpriu. Hoje em dia são necessários 6 táxis para transportar o grupo parlamentar do CDS que tem 24 deputados.

Para que isso fosse possível teve de trabalhar muito. Um exemplo do trabalho bem planeado foi a atenção prestada à classe dos lenhadores. Foram os centristas que licenciaram o abate de milhares de sobreiros que estavam em zona de reserva agrícola e ambiental. Esse espaço é hoje ocupado por uma urbanização com campos de golfe. Logo conquistaram uma série de votos no sindicato dos lenhadores e dos membros do clube de golfe.

Depois preocupou-se em conquistar votos junto da marinha portuguesa e encomendou os submarinos que tanta dor de cabeça lhe têm dado, e que penso, lhe vão dar ainda mais. Mas valeu, porque deve ter conseguido mais uns votos na marinha, pena é que os vendedores dos submarinos alemães não possam votar, e muitos mais conseguiria. Isto para não falar nos banqueiros, mas esses já votavam CDS desde o tempo anterior ao táxi de 4 lugares.

Mais recentemente tem-se dedicado ao ramo imobiliário. No caso concreto da Remax, empresa à qual fez um rasgado elogio, é muito natural que dos seus 3 mil colaboradores uma grande parte venha a votar CDS. Foi um pouco descuidado ao não mencionar os concorrentes Era e Century que também têm um numero apreciável de colaboradores, mas ainda tem tempo para corrigir esse lapso.

O grande golpe final deste génio luso são os chineses. Através dos vistos Gold e das lojas chinesas, se aprender a falar mandarim e conseguir que eles tenham direito a voto, sem dúvida que Paulo Portas pode tornar-se em breve primeiro ministro.

É fiel ao princípio tradicional: grão a grão enche a galinha o papo.

Neste combate porta a porta, Portas pode mesmo vir a ocupar ainda mais táxis. Só tem de dar mais visibilidade a muitos combates que vai travando atrás das portas, pelos corredores e bastidores, que, se o eleitorado soubesse do se trata, muitos mais votos ganharia.

Se falhar este objectivo Paulo Portas, como grande estratega político que é, já tem um plano B. Aluga táxis tipo Smart, para dizer que o partido precisa agora de muitos mais táxis, mesmo que tenha menos deputados.

Ao longo da sua trajectória porta a porta, só lhe observei uma deriva: o período do Paulinho das feiras e dos reformados. Nesta fase correu riscos porque não apostou numa estratégia limitada e de contrapartida directa, optou por um universo mais geral que o poderia ter prejudicado.

Agora anda a piscar o olho ao PS com a reposição dos feriados. Já é o plano C, para apanhar boleia do PS para o governo, caso o resto corra mal...

Espero sinceramente que não venha nenhum juiz ou promotor público, um dia, interromper a carreira política de alguém que tanto tem dado de si em prol do nosso país.

sábado, 29 de novembro de 2014

O homem que podia ter mudado a história


Como 13 minutos podem fazer a diferença entre a morte e a vida de 60 milhões de pessoas?
O muro de Berlim foi construído nos anos sessenta em consequência desses 13 minutos.

No dia 8 de Novembro de 1939, o aeroporto de Munique foi encerrado devido à forte neblina. Nessa noite Adolf Hitler iria discursar na cervejaria Burguerbraukeller, como fazia todos os anos nas comemorações da tentativa falhada de golpe de estado dos nazis em 1923, que iria conduzir Hitler à prisão onde escreveu “Mein Kampf”.

Como teria de viajar de comboio Hitler adiantou o seu discurso em 30 minutos. Começou pelas 20h e acabou às 21h. Deixou a cervejaria com pressa, às 21,07h. Pelas 21,20h uma forte explosão rebenta com o teto por cima do palco. Morreram 8 pessoas e ficaram feridas 63. Adolf Hitler havia escapado à morte por 13 minutos.

O atentado tinha sido planeado por Johann Georg Elser. Hoje é reconhecidamente um herói para a Alemanha, tem o seu nome gravado num quarteirão residencial de Munique e numa sala de espetáculos. Mas nem sempre foi assim. Para os alemães, durante muitos anos, Elser havia sido um carpinteiro irrelevante. Para os de Leste era alguém que agiu individualmente e não tinha ligações a atividades comunistas. Para os alemães do Ocidente corriam boatos absurdos de que havia sido um agente da Gestapo; por outro lado, Elser estava fora dos cânones do herói representado por Claus Von Stauffenberg da Operação Valquiria, que envolveu mais de 100 pessoas na tentativa de matar o ditador em 1944.

Elser nasceu em Hermaringer, no Sudoeste da Alemanha, em 1903. Não era político, mas em tempos votou no partido comunista e pertenceu ao sindicato dos marceneiros. Naquela época era muito difícil não acreditar nas ideias de Hitler, basta dizer que quando chegou ao poder em 1933, havia cerca de 6 milhões de alemães desempregados, 3 anos depois a situação era praticamente de pleno emprego, os planos bélicos de Hitler tinham trazido um crescimento industrial espantoso. No entanto este simples carpinteiro confessou a um amigo que “a Alemanha nunca poderia ter um governo melhor, a não ser que alguém derrubasse o seu líder. Mas não contes a ninguém”. Segundo contou mais tarde, durante o seu cativeiro, não confiava em Hitler, tinha o pressentimento que aquele homem havia de destruir o mundo.

Entre 1925 e 1929 Elser trabalhou numa fábrica de relógios, foi aí que adquiriu conhecimentos que mais tarde utilizou para fazer a bomba relógio que colocou debaixo do palanque na cervejaria.


Ainda não havia sido detonada a bomba e já Elser estava detido junto à fronteira com a Suiça. O alemão tentava cruzar a fronteira em Constança, os guardas fronteiriços quando esvaziaram a mochila que transportava consigo descobriram os esboços de construção de uma bomba e vários utensílios suspeitos. Ainda sem saberem concretamente do que se tratava prenderam-no e encaminharam-no de volta para Munique. Apesar de inicialmente negar qualquer envolvimento no incidente, não teve alternativa senão confessar a autoria do atentado.

Foi torturado na sede da Gestapo em Berlim. Himmler recusava-se a acreditar que aquele acto contra o Führer fosse engendrado por um simples carpinteiro, sem apoio de mais ninguém. Os nazis tentaram engendrar uma conspiração que envolvia os ingleses. Elser não foi logo executado porque os nazis mantinham a esperança que ele um dia revelasse os seus cúmplices.

Foi transferido para o campo de concentração de Dachau, onde foi um prisioneiro com estatuto especial até ser executado com um tiro, em Abril de 1945, dias antes do suicídio de Hitler.

Neste breve relato constatamos como minúsculos pormenores podem fazer a diferença na vida de milhões de seres humanos. Os “se” da vida de alguém representam o aleatório que a todos envolve e nos deixa impotentes perante os acontecimentos.

Georg Elser podia ter mudado a história, mas por 13 minutos não conseguiu evitar a Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O direito à indignação de Mário Soares



Em primeiro lugar quero fazer uma declaração de interesses: Não sou um admirador do Dr. Mário Soares, mas concordo com ele neste caso.

A declaração do ex-presidente da República acerca da Operação Marquês, cujo protagonista é o ex-primeiro ministro José Socrates, obrigou-me a tecer este comentário sobre atualidades, coisa que pouco gosto de fazer dado que não me sinto devidamente habilitado para o efeito. De qualquer modo não posso deixar de expressar a minha opinião.

O Dr. Mário Soares declarou que era uma malandrice de pessoas que querem mal a José Sócrates e ao PS.

Estou solidário com ele e compreendo os motivos de tal indignação.

Se há alguém que sabe reconhecer o que é uma malandrice, é um verdadeiro malandro.

Segundo consta, o Dr. Mário Soares e o seu clã ao longo da sua vida sempre deram motivos suficientes para haver intervenção da Justiça. No entanto tal nunca aconteceu. Sempre saíram incólumes de todas as situações, por mais dúbias que fossem. É, portanto muito natural que o nosso ex-presidente tenha dificuldade em compreender o processo instituído a um pobre rapaz ainda jovem que, segundo consta, apenas se apropriou de forma indevida de 25 M€?

Não há direito de tratar assim o moço, só porque não teve a habilidade suficiente para criar uma Fundação que lhe possibilitasse esconder os proventos duvidosos.

A classe politica está disponivel para arcar com os privilégios da visibilidade publica, mas devido ao seu elevado espirito de missão, abdica voluntáriamente das suas consequências. Aquele juiz faz parte dos malandros que querem mal a pessoas, que com elevada dedicação e sem interesses pessoais, sempre fizeram o melhor pelo nosso país.

A forma como tem sido mediatizada a Operação Marquês, também me parece ser censurável. Não é normal o espalhafato público sobre alegados crimes que foram perpetrados de uma forma tão discreta.

Não me lembro do senhor Engenheiro José Sócrates, agora em vias de se tornar Doutor, ter anunciado aos quatro ventos, que tinha sido licenciado a um domingo. Nunca propalou que havia falsificado o certificado de habilitações que entregou no parlamento. Não me recordo de nos ter feito saber que tinha tido intervenção no processo de tratamento de resíduos da Cova da Beira. Não apregoou que assinou projetos de moradias enquanto tinha acordo de exclusividade no parlamento. Nunca fez eco da participação no caso Freeport, na forma como adquiriu as casas, e porque comprou os seus próprios livros com dinheiro que não era seu. Também foi sempre muito contido em muitas outras coisas que afetam o erário público, mas que nem sequer ainda sabemos. Um dia poderemos vir a saber, mas nunca será por indiscrição dele próprio.

Se os seus atos decorreram sempre em recato e com o devido distanciamento para com o interesse publico, é legítimo exigir do sistema de Justiça a mesma discrição.

Só foi um bocadinho indiscreto na exibição dos sinais exteriores de riqueza. Mas digam-me, de que serve ser rico se o não podermos mostrar aos outros?

Devemos todos mostrar algum respeito por alguém que depois de habituado a tomar o “petit-dejeuner” nos Champs Elysees, de repente se vê privado de um determinado nível de vida e tem de comer uma carcaça com margarina e meia de leite. É uma mudança demasiado brusca, por isso estou de acordo com o Dr. Mário Soares, sinto-me indignado...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Malthus e o fim da humanidade


Lembrei-me deste tema depois de observar um post de Bill Gates no Facebook, em que revela a sua preocupação no combate à fome no mundo. Tem sido uma causa muito defendida pelo multimilionário, que já doou milhares de milhões de dólares para muitas causas nobres.

A Teoria demográfica de Malthus baseia-se no Principio da escassez. A população humana tende a crescer mais rapidamente que a produção de alimentos, o que torna a escassez num conceito de extrema importância para a economia. A visão pessimista de Thomas Robert Malthus acerca dos padrões de vida, ficou resumida na sua afirmação: "Estamos condenados pela tendência de a população crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética”.

Malthus desenvolveu várias outras teorias económicas, mas vamos centrar-nos na teoria da População.

Em 1798 escreveu um ensaio sobre o crescimento da população na medida em que afeta a melhoria do futuro da sociedade. Na perspetiva de Malthus existiam dois obstáculos:

. Positivos, no sentido de aumentar a taxa de mortalidade (a fome, as epidemias, doenças ou pragas, a desnutrição e as guerras).
. Preventivos, no sentido de reduzir a taxa de natalidade (as práticas anticoncepcionais voluntárias).

Thomas Malthus afirmou: “O crescimento da população tem uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64...) se não for travado, a população mundial duplicará de 25 em 25 anos. Nas condições atuais da terra e nas circunstâncias mais favoráveis, a produção agrícola será aritmética no máximo (1, 2, 3, 4, 5, 6...). Nestas condições será inevitável que a pressão demográfica seja superior à capacidade do planeta fornecer meios de subsistência ao homem, assim a morte prematura visitará a raça humana.”

Com este raciocínio Malthus concluiu que no futuro a capacidade de aumento das áreas de cultivo estariam esgotadas em todo mundo porque viriam a estar ocupados por atividades agropecuárias, mas entretanto, população mundial continuaria a crescer. Os vícios humanos são os agentes da desgraça. Agem como um exército de destruição, mas se não conseguem vencer uma guerra de exterminação, surgem as epidemias, as pestes e as pragas que acabam por ceifar dezenas de milhares. Para concluir o equilíbrio esperado, vem então uma onda de fome generalizada, que nivela novamente a população com os recursos existentes. Estes ciclos repetidos conduziriam ao fim da humanidade.

A Teoria de Malthus havia surgido como contraponto ao otimismo então vigente, preconizado por William Godwin e Adam Smith.

A chave do desenvolvimento económico, para ele, residia no controlo de natalidade.

As catástrofes de Malthus acabaram por ocorrer em grande escala no sec. XIX na Irlanda, com a crise da batata (da qual falaremos outro dia) e no sec. XX com as 2 grandes guerras e com os surtos de fome na Etiópia e Somália. Estes acontecimentos reforçaram o poder de influência do seu pensamento.

Entretanto continuou a registar-se um aumento populacional devido aos progressos da medicina e melhoria generalizada das condições de vida. Mas esse crescimento foi acompanhado pelo acréscimo exponencial da produção, por via do desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias. Hoje em dia a produção global supera as necessidades dos 7 biliões de seres humanos.

O problema actual reside na distribuição. É esse agora o principal desafio que se coloca à humanidade: fazer chegar o mínimo de subsistência a todos os seres humanos.

O mundo está muito longe do pleno bem estar, mas os ideólogos fatalistas ainda não têm razão. As premonições catastróficas de Thomas Malthus de há duzentos anos, ainda não se confirmaram.