Tratamento de temas interessantes de uma forma desinteressante. Abordagem inconsequente acerca da consequência das coisas. Tudo será devidamente tratado, mas sem qualquer resolução. Os leigos também têm direito a opinião...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Imposto sobre o patrimonio.

Vou colocar um post pouco habitual neste blog.

Não sou fã do Bloco de Esquerda, mas estou absolutamente de acordo que se tribute o património imobiliário.

Defendo que o valor mínimo tributável deveria ser a partir de 1M de património imobiliário acumulado, sem excepções.

Não tenho nada contra quem tem muito, apenas tenho contra quem não paga impostos.

Se não formos por este caminho, serão sempre os mesmos que pagam esta pouca vergonha. Estou farto de sustentar pançudos...

Aqueles que realmente se podem queixar são aqueles que não declaram o que realmente ganham, porque o património imobiliário não é fungível. A menos que o destruam, pode ser sempre colectado, independentemente de quem o possua.

Conhecem alguém que tenha um património imobiliário de 1M € e que não consiga suportar uma taxa de 0,5% ?

O que eu quero dizer é que a forma mais justa de colectar aqueles que ocultam rendimento é através do património imobiliário, porque no caso de ser incomportável podem sempre aliená-lo.



Atenção que eu defendo a tributação a bens imóveis residenciais acima de 1 M€, não defendo nenhum aumento  na tributação de capital ou de rendimento...

Não existe nada mais prejudicial à economia do que o capital imobilizado. A acumulação estéril de riqueza gera pobreza e desagregação social no longo prazo e não é isso que as sociedades modernas precisam, pois não?

O investimento deve ser incentivado, a acumulação em imobilizado não produtivo deve ser penalizada. É muito simples e nem sequer é novidade, nos países nórdicos é assim que se faz.

De qualquer modo não se preocupem porque uma taxa destas nunca será implementada desta forma.

Acham que os lobistas o iriam permitir?

Nem pensar...Os gabinetes de advogados, as associações secretas, as elites, as cúpulas deste país nunca o iriam permitir...Olha quem...


O poder de uma foto.

A partir de uma simples fotografia abre-se na nossa imaginação uma janela colorida que nos faz viajar por onde quisermos sem nos limitarmos no tempo ou no espaço. Se não tivermos desligados das amarras do tempo e espaço perdemos toda a beleza dessas viagens imaginárias porque nos cingimos ao momento passado, instantâneo e ao espaço definido, limitado.

Detesto rever fotografias numa perspectiva estática de passado porque muitas vezes me deixa triste, por ser tempo vivido que jamais se repetirá. Por isso muito raramente revejo fotografias das minhas vivências, mas gosto muito de viver os instantes dos outros, porque para mim são os primeiros, não os vivi, o passado dos outros é o meu presente, muitas vezes com projeções de futuro.

Atendendo a esta fotografia reparei que as cinco amigas estão em contra mão, então, pus-me a pensar...
Podem não estar, porque se for em Inglaterra, estão bem.

Mas esta vegetação não é tipicamente inglesa e reparei também que o bom tempo também não.

Então conclui, só pode ser na Austrália ou na Nova Zelândia.

Mas colocou-se outra duvida. Por que só duas delas levam uma mochila às costas?

É  fácil concluir que vão para a faculdade e que estas duas levam os livros das outras moças.

Mas vão de calções? Claro, está calor...


Então nesta foto é evidente que se trata de uma sessão de autógrafos de uma escritora famosa. Nota-se o interesse e devoção dos admiradores.

Da análise cuidada que faço da foto penso que possivelmente  se trata de uma escritora com influencia naturalista, dado que segundo o Naturalismo, o homem é desprovido do livre-arbítrio, ou seja, o homem é uma máquina guiada por vários fatores: leis físicas e químicas, hereditariedade e meio social, além de estar sempre à mercê de forças que nem sempre consegue controlar. Para os naturalistas, o homem é um brinquedo nas mãos do destino e deve ser estudado cientificamente.

Em relação à imagem ao lado verificamos uma temática diferente. Imagino que o proprietário da moradia terá utilizado esta foto para enviar ao empreiteiro que lhe construi a piscina.

Quando o arquitecto desenhou o jardim da vivenda colocou uma piscina que deveria ter cerca de 20 metros. Ora o empreiteiro acrescentou um zero à medida, depois achou que ficava muito grande e resolveu converter em polegadas, desta forma a piscina ficou com apenas 5,08 metros.

Como se pode ver pela foto a piscina ficou muito pequena para as sobrinhas conseguirem entrar ao mesmo tempo. É indiscutível que a razão está do lado do proprietário. Por aqui se comprova a importância que pode ter uma imagem em situações de litigância comercial.

É realmente admirável o poder de uma foto.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dylan e o Nobel


Se toda a gente tem uma opinião sobre o assunto eu também posso ter, não?

É um tema onde estou suficientemente à vontade, sou um consumidor crónico de musica de todos os géneros. Sinto-me particularmente próximo do pop-rock anglo americano.

Desde muito novo me encantei pelos blues e o rock amplificado eletricamente com o acompanhamento sincopado de baixo e bateria. Sou por isso um guitarrista frustrado, porque nunca consegui tocar mais do que o riff de “Smoke on the water” dos Deep Purple.

Voltando ao assunto. As baladas de Dylan não se enquadram neste perfil. A sua musica era muito acústica e pouco elaborada. A sua excessiva simplicidade musical nunca me impressionou por aí além. Sempre fui mais adepto dos ritmos mais agressivos dos eternos Rolling Stones e Led Zepplin ou até dos melódicos Beatles e dos progressivos Pink Floyd.

Foram as suas letras que tiveram grande impacto na geração anterior à minha, a que conviveu com a guerra do Vietnam e o flower-power. Nos anos oitenta apenas uma franja pseudointelectual de adolescentes imberbes sabiam que existia um autor de nome Bob Dylan. Por mim, tomei efectivo contacto com a musica de Dylan através de um tema que havia sido interpretado por Jimmy Hendrix pouco tempo antes de morrer “All along the watch tower”. É a partir daí que começo a prestar atenção ao que Dylan havia feito.
Claro que a musica per si não teve grande impacto em mim, foi a sua estética poética que se revelou fantástica, muito acima da sua criatividade musical.

Hoje em dia é absolutamente indiscutível a sua transcendente influencia na musica contemporânea. Todavia, não me parece ajustada a atribuição do prémio Nobel da literatura. Tal como ele existem outros autores merecedores da nossa homenagem, mas também nesses casos os prémios a atribuir deviam sê-lo no meio musical e não no mundo literário.

A lírica de Robert Zymerman revela uma linha de pensamento que identifica uma geração, uma época, mas não representa a pluralidade contemporânea plena.

Sem tirar mérito ao autor, considero que a condecoração é desajustada porque provém de um meio que não lhe é próprio. Por este principio qualquer dia teremos um escritor ou um cientista a ganhar um Grammy ou um Óscar. Talvez por isso a dificuldade que tiveram em contactá-lo e a sua  recusa em estar presente na cerimónia de entrega.

Lembro-me a propósito disto do prémio para o melhor jogador de futebol do mundo, o “Ballon d`Or”. Na génese do troféu criado pelo jornal France Football, estavam um grupo alargado de jornalistas desportivos que escolhiam todos os anos desde 1956 aquele que para eles era o futebolista mais completo de cada época.

Hoje em dia essa escolha resvalou para uma análise acerca de troféus conquistados e golos marcados, sobrepondo-se a outros prémios com esses critérios. Franz Beckenbauer ou Lev Yashin, vencedores do galardão nas décadas de 60 e 70 do século passado, muito dificilmente ganhariam este troféu actualmente, porque não marcavam muitos golos. Aqui está um exemplo de subversão do espirito do prémio. Por isso o France Football este ano resolveu voltar o sistema de escolha para os critérios originais.

As atribuições de prémios muitas vezes são desvirtuadas. Com o passar dos tempos os institutos vão esquecendo os paradigmas que levaram os fundadores a criar determinado reconhecimento de mérito. Os parâmetros iniciais vão sendo deludidos.
Penso que Alfred Nobel iria concordar que Bob Dylan merece a nossa homenagem, mas não esta.

domingo, 30 de outubro de 2016

O corpúsculo cai ao crepúsculo.


Se entendermos por corpúsculo uma partícula ínfima dos corpos, como um átomo ou molécula, por analogia os caracteres menores podem ser corpusculares por serem mesquinhos, pequeninos, insignificantes.

Se a esta matéria corresponder a decadência germinal de ter nascido menor, ter vivido em sombras e ter ocupado o lado obscuro de tudo, podemos afirmar tratar-se de um organismo crepuscular.

O crepúsculo matutino acontece de manhã cedo quando o Sol surge a Leste por baixo da linha ténue do horizonte, os raios propagam-se directos por cima mas sem tocar na sombra insignificante de quem nada representa na vivência dos outros. O corpúsculo rebola insano, gemendo na sombra do dia, pesaroso e diáfano, quase inexistente. Saliva escorrendo dos dentes, verdete bolorento dos fungos por tratar, com um hálito azedo, fétido, mas oculto.

Durante o dia percorre os corredores encostado às beiras, fugidio, analítico, mas solicito, sempre pronto a sorrir, já refeito do acordar doloroso da luz da manhã. O corpúsculo destila  os parasitas pelos seus poros anatómicos de ser inferior e rasteiro.

Raras vezes detectado porque as suaves e minuciosas partículas francesas de fragâncias odoríficas, não deixam perpassar qualquer sinal olfativo da sua natureza putrefacta. Dissimulando a sua natureza pequena, o corpúsculo reage rapidamente quando a oportunidade surge, tal e qual um protozoário disseminando uma epidemia.

Mas a sua vida é curta, quase sempre resvala para uma vala escura repleta de anticorpos que surgem ao final do dia, quando, sozinho, abandonado a si mesmo, assiste em pânico ao pôr do Sol que lhe passa por cima, a Oeste, sob o mar esverdeado, indiferente, crepuscular.

Assim padece o corpúsculo repelente no crepúsculo vespertino do final de um dia sereno para todos e insone para ele…Até nascer um novo dia repetindo a senda na estreiteza da sua existência.


domingo, 25 de setembro de 2016

International Boxing Hall of Fame

O texto que compus pretende ser uma homenagem a um desporto que tanto admiro. Todos estes homens fazem parte da selecção de pugilistas que entraram para galeria dos mais distintos boxeurs de todos os tempos em várias categorias. Hoje estão imortalizados no International Boxing Hall of Fame.


James John Corbett (São Francisco, 1 de setembro de 1866 - Nova Iorque, 18 de fevereiro
de 1933) Campeão mundial dos pesos-pesados entre 1892 e 1897. James Corbett foi considerado um inovador na arte do pugilismo devido a uma apurada técnica, não baseada na força. Foi a partir de Corbett que o boxe deixou de ser encarado como uma mera luta entre duas pessoas e passou a ser considerado realmente como uma prática desportiva.
Faleceu em 1933, aos 77 anos de idade, tendo sido sepultado no Cypress Hills Cemetery, em Brooklyn, N. York.



John Arthur Johnson (Galveston, 31 de março de 1878 - Raleigh, 10 de
junho de 1946) Entrou para história ao tornar-se o primeiro boxeur negro campeão mundial dos pesos-pesados, título este que foi conquistado em 1908 e mantido até 1915.
Filho de ex-escravos, Jack Johnson largou a escola para trabalhar como estivador nas docas. Defend
eu o seu título por 6 vezes e combateu até aos 65 anos.
Johnson faleceu em 1946, aos 68 anos, vítima de em um acidente de carro. O seu corpo encontra-se sepultado no Graceland Cemetery, em Chicago.



Robert James Fitzsmimons (Helston, Inglaterra, 26 de maio de 1863 - Chicago, 22 de outubro de 1917) Foi um formidável pugilista britânico, tendo sido o primeiro na história a conquistar os títulos mundiais em três categorias de peso diferentes.
Bob Fitzsimmons foi campeão mundial dos pesos-médios de 1891 a 1894, campeão mundial dos pesos-pesados de 1897 a 1899 e campeão mundial dos meios-pesados de 1903 a 1905.
Faleceu em 1917, aos 54 anos vitima de uma pneumonia. O seu corpo encontra-se sepultado no Graceland Cemetery, em Chicago.


William Harrison "Jack" Dempsey (Manassa, Colorado, 24 de Junho de 1895 — Nova Iorque, 31 de Maio de 1983). Manteve o título de campeão mundial dos pesos-pesados entre 1919 e 1926. O estilo agressivo e o poder destruidor fizeram dele um dos pugilistas mais populares em toda a história do boxe. Ágil, for
te e bastante agressivo, Dempsey usava combinações e golpes duros para minar seus adversários, que não raramente eram mais altos do que ele próprio. Além disso, Dempsey, que era destro, também era capaz de assumir uma postura de canhoto durante um combate, o que confundia os adversários e ajudou a notabilizar seu potente gancho de esquerda. Jack Dempsey faleceu em 1983, aos 87 anos de idade devido a insuficiência cardíaca. O seu corpo encontra-se sepultado no Southampton Cemetery, em Nova Iorque.



James Walter Braddock (Nova Iorque, 7 de Junho de 1905 — North Bergen, 29 de Novembro de 1974) foi um pugilista da categoria peso-pesado que lutou com o pseudônimo James J. Braddock. Também foi conhecido como "Cinderella Man", d
evido as suas origens pobres, como no conto de fadas da Cinderela, tornou-se rico. Na crise da bolsa perdeu tudo e teve de voltar a combater, tendo sido escolhido para lutar contra Max Baer. Braddock surpreendeu novamente, e lutando em 13 de junho de 1935 no Madison Square Garden Bowl venceu Baer, que era quatro anos mais jovem, num dos combates mais impressionantes da história do boxe. O título permaneceria com Braddock durante dois anos, até perdê-lo para o jovem Joe Louis. A sua vida é contada no filme "The Cinderella Man" de Ron Howard com Russel Crowe no papel de Braddock.




Joseph Louis Barrow (La Fayette, Alabama, 13 de maio de 1914 – Las Vegas, Nevada, 12 de abril de 1981) Joe Louis manteve o título dos pesos pesados durante doze anos (1937-1948), defendendo-o em 26 lutas. Um dos combates que marcou a sua carreira foi contra o alemão Max Schmelling, em 1938. O combate foi uma desforra de dois anos antes, quando Louis
sofreu uma das piores derrotas de sua carreira. Ganhou também contornos políticos porque Hitler utilizou a vitória de Schmelling como propaganda do nazismo, provando que a raça ariana era superior. Desta vez Louis venceu e manteve o seu título de campeão mundial. Joe Louis morreu em 12 de Abril de 1981, aos 66 anos, de ataque cardíaco.


Max Schmeling (Klein Luckow, 28 de Setembro de 1905 — Wenzendorf, 2 de Fevereiro de 2005) foi um pugilista alemão.
Foi Campeão mundial dos pesos-pesados entre 1930 e 1932. Durante o auge de sua carreira foi usado por Hitler como exemplo para provar a supremacia da raça ariana. Após a sua derrota frente a Joe Louis caiu em desgraça.
Total de lutas 70, Vitórias 56, Vitórias por ko 40, derrotas 10 e Empates 4.



Rocco Francis Marchegiano, ou apenas Rocky Marciano (Brockton, Massachusetts, 1 de Setembro de 1923 — Des Moines, Iowa, 31 de Agosto de 1969) Conhecido por seus golpes potentes, Marciano nunca perdeu um combate enquanto esteve nos ringues. Somou 49 vitórias, sendo 43 por KO, marca nunca superada até hoje. Rocky ficou conhecido também por nunca subestimar nenhum dos seus adversários, era humilde e modesto. Vale a pena lembrar que Rocky foi o último branco campeão dos pesos pesados durante muito tempo. Após a sua carreira ter terminado iniciou-se a supremacia dos atletas negros nos ringues que durou até a chegada de Tommy Morrison nos anos 1990, e pos
teriormente, dos irmãos ucranianos Vitali e Wladimir Klitschko que unificaram os títulos mundiais. Na sua carreira praticamente perfeita ficou com o título de 23 de Setembro de 1952 até 30 de Novembro de 1956, quando se retirou do boxe sem nunca ter perdido ou empatado. A sua vida inspirou o filme "Rocky", de Sylvester Stallone (Oscar de Melhor Filme em 1976).



Walker Smith Jr. (Ailey, 3 de maio de 1921 - Culver City, 12 de abril de 1989), mais conhecido como Sugar Ray Robinson. Esteve activo entre as décadas de 1940 e 1950. Como pugilista amador conseguiu um recorde de 85 vitórias, sendo 69 por KO e 40 destas terminaram no primeiro round. Manteve seu título mundial de 1946 até 1951 e ganhou o título de peso-médio em 1951. Sua única derrota foi para Jake LaMotta, a quem derrotou por
cinco vezes. Sugar Ray Robinson foi considerado o maior pugilista de todos os tempos pela ESPN. Era famoso pela sua dança em torno do adversário, como um autêntico bailarino. Ainda hoje é dado como exemplo aos formandos pelo seu incrível jogo de pés. Sugar Ray Robinson é considerado o precursor do pugilista moderno quer pela maneira de estar em ringue, quer fora dele. Após a sua retirada, Robinson tentou uma carreira como artista sem grande sucesso. Viveu modestamente até sua morte em 1989. Em 2006 a sua imagem foi colocada num selo comemorativo pela United States Postal Service.



Giacobe LaMotta (10 de julho de 1921), mais conhecido como Jake LaMotta, também apelidado de "The Bronx Bull" e "The Raging Bull", foi campeão na categoria meio-pesados. LaMotta, nascido no bairro do Bronx, em Nova York, começou a lutar boxe ainda muito novo quando o pai o obrigou lutar com crianças da vizinhança para o divertimento dos adultos. Em 1941, aos 19 anos, ele começou a lutar profissionalmente. Com 83 vitórias (30 KO) 19 derrotas e 4 empates, La Motta foi o primeiro homem a vencer Sugar Ray Robinson, criando uma rivalidade que se manteve em 6 combates memoráveis. Foi suspenso por suspeita de fraude numa derrota com Billy Fox. Posteriormente, Jake LaMotta admitiria ter perdido de propósito. Sua história é contada no filme de Martin Scorsese "O touro enraivecido". Robert De Niro no papel de LaMotta ganhou o Oscar de melhor actor em 1981. Decadente após a reforma, Jake La Motta foi preso, perdeu um filho, e lançou vários livros sobre sua carreira e suas lutas com Sugar Ray Robinson. Actualmente tem 93 anos e vive em Nova York.



Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr., (Louisville, 17 de janeiro de 1942) é para muitos o melhor pugilista de todos os tempos. É mundialmente conhecido não somente pelo que fez nos ringues, mas também pelas suas posições políticas. Ali foi eleito " O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999. Foi o mais mediático pugilista de sempre. Aos 18 anos ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma. A sua fama como profissional começou aos 22 anos, quando surpreende o campeão do mundo de então Sonny Liston. Ao longo da sua carreira em 62 combates perdeu apenas 5. Faleceu no Arizona em Junho 2016 aos 74 anos.


Joseph William Frazier, conhecido como Smokin' Joe (Beaufort, Carolina do Sul, 12 de Janeiro de 1944 - Filadélfia, 7 de novembro de 2011) A sua carreira estendeu-se pelas décadas de 1960 e 1970. Ficaram famosos os três combat
es que disputou com Muhammad Ali pelo título de campeão de pesos pesados. Em 1975 travou em Manila o mais épico de todos. Muhammad Ali venceu, mas afirmou no fim: "Nunca estive tão próximo da morte". Dois dias antes da morte de Joe Frazier por cancro, Muhammad Ali declarou: "As notícias são difíceis de acreditar e ainda mais difíceis de aceitar, Joe foi o maior lutador que defrontei, é um campeão e eu rezo para que esteja a lutar agora".



George Edward Foreman ( Marshall, Texas, 10 de janeiro de 1949) Duas vezes campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968. Os seus títulos mundiais foram em 1973 e 1994, sendo o último aos 45 anos por ko a um pugilista de 26 anos Michael Moorer no 10.º round e estabelecendo assim o recorde, de campeão com maior idade entre os pesos-pesados. Em 81 combates venceu 76, sendo 68 por ko. Juntamente com Muhammad Ali e Joe Frazier, é considerado um dos maiores pesos-pesados de todos os tempos. George Foreman é agora um homem de negócios bem-sucedido e um ministro cristão que tem sua própria igreja.



Sugar Ray Leonard (Wilmington, Carolina do Norte, 17 de maio de 1956) é um ex-pugilista americano. Foi campeão olímpico e profissional. Ficou
três anos afastado devido a uma operação na retina esquerda depois de conquistar os dois títulos mundiais nas categorias dos meio-médios e dos médio-ligeiros. Retornou em 1987 e ficou com o título em mais quatro categorias: médios, supermédios, meio-pesados e pesados. Seu recorde foi: 40 combates, 36 vitórias, 25 por KO, 3 derrotas, 1 empate. O seu estilo no ringue baseava-se na técnica de pés do ídolo de sempre Sugar Ray Robinson. Na sua autobiografia publicada em 2011, revelou corajosamente haver sido molestado sexualmente por um técnico.



Michael Gerard Tyson (Nova Iorque, 30 de Junho de 1966), mais conhecido por Mike Tyson ou Malik Abdul Aziz. Teve um desenvolvimento físi
co precoce. Aos 12 anos pesava mais de 80 kg, com musculatura bem desenvolvida para um miúdo. Aos 15 era um peso pesado veloz. Aos 18 nem mesmo seu treinador ficava de pé. Aos 20 anos tornou-se campeão mundial, o mais jovem peso pesado a conseguir este feito. Obviamente haveria consequências para tamanha performance num período tão curto de tempo. Assim, quando Tyson completou 30 anos, já era possível perceber que precocemente também estava a perder o seu vigor físico, a devastadora temporada de ko e títulos mundiais chegava ao fim para Mike Tyson, o resto da sua história é conhecida.


Julio César Chávez (Ciudad Obregón, Sonora, 12 de julho de 1962) pugilista mexicano. Foi campeão mundial em três diferentes categorias, permaneceu invicto até 1994, após 90 combates. É consi
derado um dos melhores pugilistas de todos os tempos, contando com várias indicações como boxeur do ano pelo Conselho Mundial de Boxe (CMB), outorgada pela prestigiada revista The Ring. Ganhou cinco títulos mundiais em diferentes categorias e tem um cartel de 107 combates, com 102 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.